sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Devocional para hoje



VERSÍCULO:

   fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as

minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o

primeiro dia até agora.

    -- Filipenses 1:4-5


PENSAMENTO:

   Ao começar este novo ano, lembremos daqueles com os quais somos

parceiros em missão e expansão do evangelho. Se fomos chamados para

ser evangelistas ou missionários, comprometamo-nos a fazer uma

oração de louvor e agradecimento por nossos parceiros de sustento.

Se somos membros de uma congregação que sustenta, então agradeçamos

por termos condições de contribuir com aqueles que compartilham o

evangelho em outros países, e por aqueles que trabalham com

culturas diferentes e em localidades diferentes no nosso país.

Participar no trabalho de Deus com o povo de Deus é verdadeiramente

uma grande bênção e privilégio!


ORAÇÃO:

   Pai de todos os povos, dê a sua igreja um sentimento mais forte

de parceria para alcançar aqueles que não conhecem sua graça

salvadora. Abençoe todos que em todos os lugares compartilham a

verdade de Jesus com amor, coragem, e fidelidade. No nome do único

Salvador Verdadeiro eu oro. Amém.


http://www.iluminalma.com.br/dph/1/0104.html

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Contribuir financeiramente: uma graça que poucos desejam



Nós aprendemos desde cedo que a graça é favor imerecido. É algo que está para além das posses de nossas virtudes. Justamente por essa razão a graça é de graça.

No entanto, na nossa idéia do que seja graça, enquadram-se apenas as felizes, fáceis saborosas e carismáticas manifestações das bênçãos de Deus sobre nós (Ef. 1:3). Nunca pensamos em graça como privilégio de sofrer.

Todavia, também esta dimensão está presente na teologia do conceito de graça:

“Por que vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente crerdes nele...” (Fp. 1:29).

Além da graça de sofrer, há ainda uma outra graça indesejável – aliás, bem poucos a vêm como graça, como privilégio, como favor imerecido. Trata-se da graça de contribuir.

Percebe-se a contribuição como graça, mais do que qualquer outra ocasião, quando Paulo faz conhecer a igreja de Corinto a atitude generosa e pródiga de amor que permeara o gesto da igreja da Macedônia, quando se solidarizou com a comunidade cristã da Judéia – que passava um gravíssimo período de pobreza e fome – enviando-lhe ainda que sem condições ideais para tal oferta de amor.

Os irmãos da Macedônia não se sentiam dignos de contribuir, de participar da obra de Deus. Por isso, pediam que essa possibilidade lhes fosse criada, ainda que numa expressão de graça, de favor imerecido.

O gesto macedônio inspirou Paulo a enviar Tito a Corinto a fim de promover a mesma compreensão, desencadeadora da mesma atitude:

“O que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós” (II Cor. 8:6).

Aliás, nada se podia esperar de uma igreja que se julgava madura como a de Corinto – crendo que estava superabundando em fé, teologia, sabedoria e serviço social – senão algo, no mínimo, semelhante à consciência dos irmãos macedônios. Por essa razão Paulo lhes diz: “Assim também abundeis nesta graça” (II Cor. 8:7). De fato, o que se define de modo irrefutável neste intróito do apóstolo à questão da contribuição, é que ofertar para a obra do Senhor é um favor que nenhum de nós merece. É graça.

Nossa contribuição é uma concessão de Deus. A santidade absoluta de Deus, se praticada sobre nós, não nos permitiria “nem contribuir”; mas na sua graça, Ele santifica nosso dinheiro, quando a grande motivação que nos leva a adquiri-lo é poder viver com dignidade e promover a causa do reino de Deus. Se não for essa a propulsão secreta de nossos corações, a nossa contribuição não passará de uma abominação. De uma atitude semelhante a aquela que norteou a oferta de Caim (Gn. 4:1-7; Jd. 11).

Nossa oferta ao Senhor não é de fato uma oferta de Deus. É, antes de tudo, uma oferta de Deus a nós. Quem oferta a Deus, oferta a si mesmo, na medida em que dar, antes de ser uma graça de nós a outros, é uma graça de Deus a nós. Se alguém se comove a dar, humilde e alegremente, é porque já foi tocado pela graça de Deus (Rm. 7:18; Fp. 2:13).

Mas quantos querem essa graça? Você a quer? Você deseja a bênção de contribuir? De devolver o que é de Deus na direção da causa de Deus?

A maioria das pessoas que eu conheço contribui ainda com medo de Deus. Ou então o faz na estreita medida do dízimo. Por que Malaquias chama de ladrão aquele que não contribui, então resolve quitar seu carnê do Reino (Ml. 3: 8 e 9). Todavia, essas pessoas fazem isso com o mesmo sentido de obrigatoriedade com o qual pagam a conta de luz, a água ou aluguel do apartamento. Não lhes move o coração o temor do Senhor. Não se sentem comovidos pela graça. Não percebem que não teriam direito a meter a mão no bolso para dar a tão santa causa.

Você deseja a graça de contribuir?

Quem apenas dá o dízimo ou se deixa motivar a contribuir pelos mesmos sentimentos daqueles que liquidam uma conta para não terem o nome no S.P.C., ainda não passou da Velha Aliança para a Nova, ainda não pensa como cristão, mas raciocina com legalista judeu.

O Novo Testamento vai além do Velho Testamento também na questão do dar. Em Cristo, o dízimo não é a mensalidade dos crentes na sociedade religiosa da igreja ou no filantropo clube da fé. No novo testamento, o dízimo é uma quantia de referência mínima para estabelecer o piso de nossas contribuições, entendidas não como cobrança, mas como graça, como privilégio.

PRINCÍPIOS DE CONTRIBUIÇÃO

1. A boa situação financeira não deve ser pré-requisito para alguém contribuir.

“Porque em meio de muita tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (II Cor. 8:2).

2. Alegria, generosidade, voluntariedade e boa-vontade são motivações indispensáveis a quem quer contribuir.

“Porque eles... na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários...” (3).

3. A contribuição deve ser extra-ordinária e não ordinária.

“A profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza” (2b).

4. A contribuição deve ser uma extensão do compromisso que se tem com o louvor a Deus, com a maturidade espiritual e com a propagação do Reino de Deus.

“Não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” (8:5).

“Como, porém, em tudo manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra, como no saber e em todo cuidado e em nosso amor para convosco assim também abundeis nesta graça” (8:7).

Completai agora a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim as leveis a termo, segundo as vossas posses.” (8:10 e 11).

5. A contribuição tem que ter fins, meios e motivos.

“a assistência aos santos” (4c).

“Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor” (II Cor. 8:8).

“Deus (…) pôs no coração de Tito (…) solicitude por amor de vós; porque atendeu ao nosso apelo e mostrando-se cuidadoso, partiu voluntariamente para vós outros…

E não somente isto, mas foi (…) eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça… desta generosa dádiva administrada por nós, pois o que nos preocupa é procedermos honestamente” (II Cor. 8:16-21).

6. A contribuição só é efetiva mediante diligência, presteza e zelo.

“provar pela diligência de outros” (II Cor.8:8).

“Por que bem conheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado…” (II Cor.9:2a).

“o vosso zelo (nas contribuições) tem estimulado a muitíssimos” (II Cor. 9:2b).

7. A contribuição tem que ser feita ainda que ela signifique um auto-empobrecimento.

“pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (II Cor.8:9).

“Melhor é o pouco havendo o temor do Senhor, do que grande tesouro, onde há inquietação” (Pv. 15:16)

“Melhor é o pouco havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça” (Pv. 16:8).

8. A contribuição deve ser o resultado da compreensão de que no ciclo da solidariedade toda abundância é dada para suprir a pobreza.

“Por que não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga, mas para que haja igualdade, suprindo a vossa abundância no presente a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha suprir a vossa falta, e assim haja igualdade, como está escrito: o que muito colheu, não teve demais, e o que pouco, não teve falta” (II Cor. 8:13-15).

9. As contribuições para a obra de Deus devem ser criteriosamente administradas e abertas a auditorias cristãs.

“E com ele (Tito) enviamos o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas. E não só isso, mas foi também eleito pelas igrejas pra ser nosso companheiro no desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor, e para mostrar a nossa boa vontade; evitando assim que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós, pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não somente perante o Senhor, como também diante dos homens” (II Cor. 8:18-21).

10. O espírito de contribuição deve estar alerta em todos os crentes afim de que não haja necessitados despercebidos.

“Enviei os irmãos (Tito e Silvano), para que nosso louvor a vosso respeito, neste particular, não se desminta, afim de que, como venho dizendo, estivésseis preparados, para que, caso os macedônios vão comigo e vos encontrem desapercebidos não fiquemos nós envergonhados (para não dizer vós) quanto a essa confiança. Portanto julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós, e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade, não de avareza” (II Cor. 9:3-5).

11. A contribuição alegre e voluntária é desencadeadora de um ciclo de bênçãos.

“E isto afirmo: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará, e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama à quem dá com alegria. Deus pode fazê-los abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
Ora, aquele que dá semente ao que semeia, e pão para alimento, também suprirá e aumentará a vossa sementeira, e multiplicará os frutos da vossa justiça; enriquecendo-vos em tudo para toda a generosidade, a qual faz que por nosso intermédio sejam tributadas graças a Deus” (II Cor. 9: 6 a 11).

12. A contribuição gera um processo de um louvor que se retro-alimenta indefinidamente.

“Por que o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante da graça de Deus que há em vós” (II Cor. 9:12-14).

13. A contribuição financeira é a resposta material à compreensão de que se recebeu o dom inefável: Jesus.

Graças a Deus pelo dom inefável” (II Cor. 9:15).

“Seja o mundo seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as coisas futuras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus” (I Cor. 3:22).

“Tenho-vos mostrado em tudo que trabalhando assim, é mister socorrer aos necessitados, e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem aventurado é dar que receber” (Atos 20:35). “

Quem são os poucos que desejam a graça de contribuir? Você é um deles?

Caio Fábio

Síntese do texto escrito na Holanda, em 1986, durante o Congresso de Evangelização Mundial, patrocinado por Billy Graham.

Fonte: www.caiofabio.com

Devocional para hoje


VERSÍCULO:

   Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu

Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois

de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da

Majestade, nas alturas,

    -- Hebreus 1:3


PENSAMENTO:

   Falamos sobre a Mãe Natureza, mas sabia que as Escrituras falam

de Jesus como o poder por trás da ordem do Universo? Ele sustenta

nosso mundo através da sua poderosa palavra. Ele não apenas nos

salvou através do sacrifício da sua vida, mas também nos sustenta

por sua palavra. Ele nos sustenta espiritualmente através de sua

palavra de ensinamento, e sustenta nosso mundo através de sua

palavra de poder e graça.


ORAÇÃO:

   Por favor, esteja comigo, Deus Todo Poderoso, enquanto eu me

comprometo a viver para o Senhor baseado nas Palavra de Jesus.

Ajude-me quando eu busco compreendê-la e praticá-la. Mais do que

isso, querido Pai, por favor me ajude a conhecer o Senhor através

das palavras dele. No nome de Jesus, eu oro. Amém.


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Renascer: Estevam saiu da cadeia; bispa Sônia vai entrar

O fundador da Igreja Renascer em Cristo, o apóstolo Estevam Hernandes, saiu da cadeia nos Estados Unidos para começar a cumprir prisão domiciliar. Dentro dos próximos dias, sua mulher, a bispa Sônia, que estava em prisão domiciliar desde o dia 17 de agosto, deverá se apresentar à Justiça do país para cumprir 140 dias de prisão.

Preso desde o dia 20 de agosto, Estevam deixou a prisão no dia 29 de dezembro e já começou a pregar via satélite. Segundo o site da igreja, o culto de Ano Novo ministrado por Estevam foi acompanhado por mais de 100.000 pessoas através do Portal IGospel.

No Brasil, o casal Hernandes é acusado pelo Ministério Público de São Paulo de lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. Condenados por tentarem entrar nos EUA no dia 9 de janeiro com 56.400 dólares escondidos dentro de uma Bíblia, Estevam e Sônia Hernandes foram condenados a mais cinco meses de prisão domiciliar, dois anos de liberdade condicional e multa de 30.000 dólares cada.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Devocional para hoje



VERSÍCULO:

   Ele estava no princípio com Deus.  Todas as coisas foram feitas

por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

    -- João 1:2-3


PENSAMENTO:

   Jesus estava lá. Ele estava com Deus no início. Mas ele foi mais

do que uma testemunha da criação. Ele a criou! Jesus, que se

permitiu ficar limitado em carne humana e morrer uma morte cruel e

agonizante na cruz, estava lá no princípio, como a Palavra falando

para que nosso mundo fosse criado.  Ele o fez. É dele. Mesmo assim

ele veio e morreu para redimi-lo. Mais importante, ele veio para

redimir você e eu. Então, quando a Palavra falar nos dizendo como

viver de maneira agradável a Deus, você não acha que devemos

prestar atenção? Mais ainda, você não acha que devemos obedecê-la?


ORAÇÃO:

   Santo Pai, seu plano para me salvar me faz sentir humilde e

admirado. Mandar Jesus, a Palavra que criou o mundo que eu conheço,

é maravilhoso demais para eu compreender totalmente. O fato dele

permitir ficar limitado ao mundo que Ele criou confunde minha

imaginação. O fato dele morrer por mim para que eu viva com o

Senhor cativa meu coração! Por favor, ajude-me enquanto eu busco

viver minha vida baseada nos Seus ensinamentos e na Sua vontade. No

nome de Jesus, a Palavra Viva, eu oro. Amém.


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Artimanhas do calendário

Uma pergunta que sempre me fazem: por que a data do Carnaval é alterada todo ano e quais os critérios? Este ano o domingo de Carnaval caiu em 18 de fevereiro; em 2008, será dia 3 do mesmo mês. Mudam também as datas da Semana Santa, de Corpus Christi de outras efemérides litúrgicas. 

Nosso calendário gregoriano é solar, ou seja, regido pela translação da Terra em torno da estrela que nos ilumina. O calendário litúrgico é lunar, espelha-se nas fases da Lua. 

A Páscoa é festa central da liturgia, tanto judaica (os hebreus libertos da escravidão no Egito) quanto cristã (a ressurreição de Jesus). Páscoa significa “passagem” (da opressão à libertação ou da morte à vida plena). 

É sempre comemorada pelos judeus na primeira lua cheia do mês de Nisan. Este mês do calendário judaico corresponde ao período entre 22 de março e 25 de abril. 

Para evitar confusão com a festa judaica de mesmo nome, a Igreja adotou o domingo seguinte ao da Páscoa judaica como o da celebração da ressurreição de Jesus. Para nós que vivemos no hemisfério Sul, o domingo de Páscoa é, portanto, aquele que se segue à primeira lua cheia do outono. Neste ano, 8 de abril; em 2008, 23 de março. 

E como se determina a data do Carnaval? Esta é uma festa originariamente religiosa. Carnaval significa “festa da carne”, ou seja, período prévio à Quaresma - que se inicia na Quarta-Feira de Cinzas -, e no qual os cristãos se fartavam de carne, já que, outrora, a Igreja exigia-lhes dela se abster no decorrer dos quarenta dias seguintes. 

O domingo de Carnaval é sempre o sétimo antes da Páscoa cristã. A quinta-feira de Corpus Christi é sempre a primeira depois do domingo da Santíssima Trindade, comemorado 57 dias depois da Páscoa. 

Assim, o domingo da Páscoa é a data de referência das demais festas litúrgicas chamadas móveis, pois há as imóveis, como o Natal, comemorado invariavelmente a 25 de dezembro, não importa o dia da semana em que caia. 

A política não é tudo, mas em tudo há política. Disso o calendário é um bom exemplo. Outrora o mês de julho era chamado de quintilis, quinto mês do calendário romano, que se iniciava em março. Agosto era o sextilis, o sexto. Os nomes dos meses seguintes ainda guardam ressonância daquele calendário: setembro (sétimo), outubro (oito), novembro (nove) e dezembro (dez). 

O imperador Júlio César (100 a.C. - 44 a.C.) decidiu batizar o mês de seu nascimento, quintilis, com o próprio nome: Julho. Sucedido no trono pelo imperador Caio Júlio César Octaviano Augusto (63 a.C – 14 d.C.), este achou por bem merecer honra equivalente a de seu antecessor e, assim, trocou o nome de sextilis para agosto. 

Havia, porém, uma pequena diferença: julho possui 31 dias e, agosto, na época, apenas 30, conforme a alternância dos meses. Como vontade de rei é lei, arrancou-se um dia de fevereiro, de modo a tornar agosto igual a julho em número de dias. Se Júlio César nasceu a 13 de julho, Otávio Augusto, por coincidência, morreu a 19 de agosto. 

Todos os povos que seguem um calendário anual celebram a chegada do ano-novo, denominada, entre nós, réveillon, do verbo francês 
réveiller, que significa “despertar”. Foi o imperador Júlio César que, no ano 46 a.C., decretou o 1.º de janeiro como primeiro dia do ano-novo. Celebrava-se na data a festa de Jano, deus dos portões, dotado de duas faces, uma virada para frente, outra para trás. De Jano se originou janeiro. 

Os nomes dos dias da semana se originam, em português, da classificação de Martinho de Dume, bispo de Braga, Portugal, no século VI. Ele denominou, em latim, os dias da Semana Santa como aqueles nos quais não se devia trabalhar: 
feria secunda (segundo dia de feriado ou férias), feria tertia etc. Feria resultou na corruptela feira

O imperador Constantino (280-337), convertido ao cristianismo, já havia denominado 
Dies Dominica, “dia do Senhor”, domingo, o primeiro dia da semana. No sétimo dia foi mantido a nome judaico, sábado, que vem do hebreu shabbat. 

Outros idiomas latinos conservam os nomes pagãos dos dias, concernentes aos planetas, como é o caso do francês, do italiano e do espanhol. Na língua de Cervantes segunda-feira é 
lunes, de Lua; terça, martes, de Marte etc. 

Todas essas convenções e denominações estão calcadas em dois fenômenos inelutáveis: em sua dança cabrocha em torno do mestre-sala, o Sol, a Terra conhece quatro estações, e não apenas a Estação Primeira de Mangueira: verão, outono, inverno e primavera.

E nós, a infância, a adolescência, a juventude, as idades adulta e idosa, ainda que, hoje, muitos insistam em perpetuar a terceira fase e encarem a velhice como vergonhosa fatalidade da qual tentam escapar camuflando-a sob os recursos da bioplastia. Ignoram que juventude é estado de espírito, e nada mais feio do que, num corpo esbelto, uma alma enrugada. 

Feliz Ano-Novo, queridos leitores e leitoras!

Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros livros.

Não abandone suas promessas de Ano Novo

Ano Novo pede vida nova: voltar para a academia, largar o cigarro, iniciar uma dieta, passar mais tempo com a família e aproveitar melhor as horas de lazer. O grande desafio, todo mundo sabe, é não abandonar as promessas na semana seguinte ao Réveillon.


Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma) no Brasil, apenas 19% das pessoas cumprem suas resoluções de Ano Novo. Cerca de 30% desistem na primeira semana e o resto, em um mês. Um 
estudo divulgado na semana passada pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, também é desalentador: em um grupo de 3 mil pesquisados, só 12% alcançaram os objetivos almejados um ano após a promessa.

Para a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do Isma-Br, o principal motivo do fracasso é a falta de organização e de metas claras e realistas. "As resoluções exigem um planejamento específico", explica ela. Se a proposta é comer menos, por exemplo, é preciso combater hábitos que levam aos excessos: "Se o bufê faz com que a pessoa coma mais do que deve, ela tem de aderir ao restaurante por quilo ou levar comida de casa", ilustra.

Também é importante não se desiludir com fracassos. "Em vez disso, aprenda com eles", aconselha a psicóloga. Ela lembra, ainda, que é preciso haver algum tipo de gratificação para cada vitória conquistada. Assistir a um filme, fazer uma massagem ou qualquer outra atividade que compense o prazer suprimido. Só não vale cair na tentação de se presentear com "um cigarrinho" ou "só uma caixa de bombons".

fonte: UOL

Esses evangélicos ...

A presença de fiéis evangélicos nas comemorações do Ano Novo na Praça dos Orixás, na Prainha, foi motivo de tensão esta madrugada. Muitos freqüentadores seguidores da umbanda e do candomblé não gostaram da chegada de cerca de 20 membros da igreja Manancial da Vida, com sede no Lago Norte. Eles ficaram distribuindo panfletos até 1h da manhã. De acordo com organizadores do Reveillon na Prainha, os grupos quase se desentenderam. 
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Esperamos dias melhores

Gratidão, fé e ação em 2008



Ontem já foi. Amanhã ainda não existe. Viver do passado é saudosismo, viver do futuro é ilusão. Hoje o dia mais importante da nossa vida e, portanto, é a nossa grande oportunidade.

Ainda que tenhamos que celebrar o que já aconteceu e aprender com as nossas experiências boas ou ruins, temos que entregar o que já passou a Deus.  ´Você pode aprender com o passado, mas não pode viver nele´ diz Gary Thompson. A  melhor atitude em relação ao passado é gratidão.

Quanto ao futuro, temos que sonhar, planejar, antecipar, mas, nosso futuro também está nas mãos do Senhor.  Ele tem as respostas certas, Ele sabe o que é melhor para nós, só Ele pode nos dar um caminho seguro e um futuro.  O  Salmo 16.5 diz que ´Senhor, tu és a minha porção e o meu cálice; és tu que garantes o meu futuro´. Nossa atitude em relação ao futuro é fé.

Se Deus tomou o meu passado em Suas mãos e o meu futuro pertence a Ele, resta-me viver o dia de hoje e vivê-lo intensamente. Alguém já disse: ´Tudo que você realmente o é agora. Tudo que você possa vir a ser começa neste momento´. Eclesiastes 9.10 diz ´O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força´. Temos que parar de procrastinar e fazer aquilo que precisa ser feito. ´Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele´  diz o Salmo 118:24. Precisamos de foco, disciplina, perseverança, precisamos de ação. Esta deve ser nossa atitude hoje.

Gratidão por ontem, fé para o futuro e muita ação hoje!

Milton, Erika, Miguel e Melissa
Janeiro de 2008