Mostrando postagens com marcador finanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador finanças. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Aprendendo com os gringos


por Milton Lucas

Nas últimas semanas os Estados Unidos foram manchete em todos os programas jornalísticos. Barack Obama tornou-se o primeiro presidente negro da história do país, o casamento gay foi proibido na Califórnia e a crise financeira americana afetou a economia mundial. Abaixo alguns pensamentos sobre estes acontecimentos.

Todos são iguais. Nos anos 50 havia bebedouros e ônibus separados para brancos e negros nos Estados Unidos. Em 1968 Martin Luther King foi assassinado como resultado de sua luta por igualdade racial. Ainda hoje existem no país igrejas separadas, bairros separados, tipos de carro e roupa específicos, revistas especializadas etc Ainda hoje o fato de ser negro e ser presidente é notícia. No seu discurso após a vitória, Obama não se referiu a palavra ‘raça’ ou ‘racismo’, mas como sempre fez questão de dizer que seria o presidente de ‘jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos …’. Está escrito em Gálatas 3.28: “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”. Paulo se refere aqui à redenção em Cristo, mas também revela a forma como Deus olha para cada um de nós.

Tudo é possível. Outro fato importante na vitória de Obama é o poder da superação, da garra, da fé. Nos anos 60 negros eram proibidos de votar e hoje, graças à luta de décadas, um deles é a maior autoridade do país. Obama também vem de origem humilde, cresceu num bairro pobre, era filho de um imigrante queniano. Pesava sobre sí o sobrenome Hussein e toda a paranóia causada pelos ataques de 11 de setembro. Ele venceu o racismo, as circunstâncias desfavoráveis e o preconceito. Depois de 21 meses de uma árdua campanha contra grandes oponentes, sagrou-se vencedor. Está escrito em Marcos 9:23 “Tudo é possível àquele que crê”.

Nem tudo é permitido. Para muitos foi um retrocesso nos direitos civis, mas a Justiça, depois de seis meses, voltou atrás e proibiu a união legal entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Seria uma violação do direito de escolha e da liberdade pessoal? Está escrito em Gênesis 1:27 “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou” e ainda em Gênesis 2:24 ”… o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”

Tudo também já é demais. Alguém resumiu a crise financeira americana como o ‘fim da mentira do crédito’. Comprou-se além do que se podia pagar e isso foi disfarçado por papéis - na linguagem financeira, ‘papéis podres’. Qualquer semelhança com nossos cheques pré-datados, carnês e faturas de cartões de crédito não é mera semelhança. Seja por ganância, carência afetiva, competitividade ou irresponsabilidade, a tendência humana é de gastar além do que se tem. Isso é relevado em governos, empresas e finanças pessoais. Quando fazemos do dinheiro o nosso deus, fazemos da nossa vida um inferno. Está escrito em 1 Timóteo 6.9-10: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga. Esta e outras reflexões estão postadas no blog vineyardpira.blogspot.com

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Em 2008 não corra atrás do vento

Parece que só temos um alvo hoje em dia — o ideal da prosperidade. Estamos todos sob a febre dos livros de auto-ajuda e sob a da teologia da prosperidade. Antes, a influência vinha exclusivamente da cultura secular. Agora, a influência religiosa supera a influência secular. Estamos no mato sem cachorro. Outro dia, por exemplo, o bispo Edir Macedo escreveu que quando Jesus aconselhou “dêem, e lhes será dado [Lc 6.38], seus olhos estavam voltados para o mercado” (Folha Universal, 04/11/07, 2). Por essa perspectiva, quanto mais eu dou e quanto mais fiel eu sou no dízimo, mais Deus me dará. Esse “outro evangelho” me ensina que é Deus quem me enriquece. Então eu preciso sempre negociar com ele. 

Vamos colocar diante de nossos olhos a seguinte passagem: “Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra!” (Is 5.8). Permitamo-nos também encompridar e contextualizar esse texto: “Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades, carros e mais carros, dinheiro e mais dinheiro, cartões de crédito e mais cartões de crédito, títulos e mais títulos, poder e mais poder, até não haver mais oportunidade para ninguém e vocês se tornarem senhores absolutos na terra”. 

Sabe o que isso significa na prática? Nada mais é do que “correr atrás do vento”, correr atrás do nada (Ec 2). 

Quem sabe poderíamos traçar outro alvo para 2008. Menos materialista, menos mercantilista, menos egoísta, menos terreno, menos soberbo e menos sujeito à decepção. Pois a sugestão de Jesus é em sentido contrário: “Não acumulem para vocês tesouros na terra [...]. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus[...], pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mt 6.19-21). Outro dia, o professor Jorge Barros, da Faculdade de Teologia Latino-Americana, de Londrina, muito bem se expressou: “O de que menos precisamos hoje é de teologia da prosperidade e o de que mais precisamos é a prosperidade da teologia”. 

No 40º aniversário de circulação ininterrupta de 
Ultimato, desejamos aos leitores e aos seus familiares as mais preciosas bênçãos de Deus. 

E. César