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domingo, 13 de junho de 2010

MOVIMENTO 5 | Rumo aos confins da terra - Parte 3 Atos 20:1-28:31

O tumulto em Éfeso precipita a saída de Paulo, seguida por visitas às igrejas da Macedônia (provavelmente Filipos, Tessalônica e Beréia). Viajando rumo ao sul, ele visita as igrejas da Grécia (provavelmente Atenas e Corinto), passando três meses lá antes de retornar pelo mesmo caminho (20:2ss). Neste momento Paulo tem um bom grupo junto com ele (20:4), possivelmente delegados das igrejas que contribuíram na coleta. Em algum lugar neste caminho – talvez em Filipos – Lucas se reconecta à Paulo, voltando a narrar como “nós” (20.5ss). Eles navegam para Trôade e ficam por lá uma semana, provavelmente esperando por um navio para Jerusalém.

Depois de retratar magistralmente Paulo como missionário, Lucas agora esboça Paulo, o pastor. Nós conhecemos mais sobre o cuidado de Paulo com suas igrejas através das cartas do que através do livro de Atos e por isso as histórias em Atos 20 envolvendo igrejas e plantadores de igrejas são tão interessantes. Aqui nós vemos Paulo pregando para cristãos, ensinando a igreja de Trôade à noite toda (20:7, 11). Ele ressuscita o pobre Êutico – um jovem que não conseguiu ficar acordado durante o longo sermão de Paulo (20:9ss). Paulo “partiu o pão” com eles antes de partir – enquanto continuava a ensinar (20:11)!

O discurso em Mileto (20:18-35) é a única ocasião em Atos onde Paulo fala para cristãos (suas outras falas são evangelísticas ou judiciais) e seu tema é um alerta sobre como pastorear. Há muitos ecos das cartas paulinas, particularmente de 1 Tessalonicenses e do ensino de Jesus sobre liderança no Evangelho de Lucas (Lucas 22:34-38). Lucas apresenta Paulo na mesma tradição de liderança de seu Senhor, ensinando os líderes a como dar sua vida pelas ovelhas. Em ambas as histórias sentimos a afeição que as igrejas tinham por Paulo: a igreja de Trôade ficou acordada a noite toda para ouvi-lo (20:11) e os presbíteros de Éfeso choraram ao ouvir que nunca mais o veriam (20:25 e 37ss).

Depois de ralentar a narrativa para destacar estes incidentes, Lucas acelera de novo para nos levar através do Mediterrâneo até Tiro (21:1-3). Em Tiro os cristãos recomendaram que Paulo não fosse para Jerusalém (21:4), assim como os de Cesareia logo depois (21:10-12).

Em Jerusalém Paulo foi recebido calorosamente, mas os líderes da igreja também queriam que ele demonstrasse sua ortodoxia judaica, participando dos votos e das despesas do ritual de purificação de quatro outros (21:20-26). Paulo concorda, mas, ainda assim, judeus da Ásia Menor criaram um tumulto contra ele (21:27-36). Paulo é salvo por um comandante romano. A partir de então ele estará preso e Paulo, o prisioneiro, passa a dominar a narrativa de Atos.

Paulo persuade os soldados para que possa falar ao povo (21:37-40). O discurso (22:1-21) contém a segunda narrativa da conversão de Paulo em Damasco, contada na primeira pessoa. Ele reforça sua lealdade, bem como a de outros judeus crentes, à Torá (22:3-5, 12, 17) e explica que está respondendo ao chamado do Deus de Israel para falar de Jesus ao gentios (22:21). Sua fala é interrompida então pela multidão furiosa e mais uma vez Paulo é resgatado pelos romanos. Ele invoca sua cidadania romana para evitar o açoite (22:24-29).

Uma série de interrogatórios judiciais se inicia, onde Paulo se defende. O primeiro (22:30-23:10) , diante do Sinédrio, é a respeito das acusações dos judeus contra ele. Paulo invoca suas credenciais farisaicas, o que divide o Sinédrio. A revolta dos judeus contra Paulo continua, e “o Senhor”(23:11) encoraja Paulo a testemunhar em Roma. Paulo é enviado a Félix, o governador romano da Judeia, em Cesareia (23:12-35).

O segundo depoimento é diante de Félix, e envolve uma acusação formal dos líderes judeus (24:1-9). Lucas registra os procedimentos da corte romana, segundo o processo legal da época. Paulo defende-se, arguindo que as acusações são infundadas e que ele é um judeu leal (24:10-21). Félix decide esperar para ouvir pessoalmente aqueles que prenderam a Paulo e o mantém preso numa forma aberta de prisão domiciliar (24:22ss). Depois de dois anos, Félix vai embora, e deixa, injustamente, Paulo na prisão (24:27).

Em terceiro lugar, Festo, o novo governador, chama Paulo por conta das reclamações dos líderes judeus (25:1-3). Novamente as acusações dos judeus são o tema central (25:7). Paulo afirma que é um judeu leal e também um leal cidadão romano (25:8). Festo quer ajudar os líderes judeus – provavelmente para ganhar amigos e influência como novo governador – e oferece-se um julgamento em Jerusalém. Paulo parece desejoso por receber justiça e apela para o Imperador, um direito aberto aos cidadãos romanos. Paulo não faz isso suavemente: ele já havia tentado ser ouvido justamente em três ocasiões e agora exerce seu direito, uma vez que Festo intenta agir injustamente enviando-o para um julgamento em Jerusalém (28:19ss deixa claro que Paulo não vê outra saída). Festo aceita a apelação de Paulo, o que encerra o julgamento (25:12).

Uma quarta oportunidade acontece quando o rei Agripa e sua esposa fazem uma visita de cortesia ao novo governador. Festo busca o conselho de Agripa no caso de Paulo (25:13-22). A defesa de Paulo é parecida, focando em sua lealdade ao seu Judaísmo e nas mudanças acontecidas como fruto de seu encontro com Jesus no caminho de Damasco (26:1-23). Mas a intenção de Paulo é de convidar o próprio Agripa a tornar-se um seguidor de Jesus (26:25-29). Agripa conclui que Paulo não havia cometido qualquer crime que justifica-se sua morte ou prisão, e que deveria ser libertado se não tivesse apelado ao Imperador (26:30ss). Os capítulos finais narram a jornada de Paulo até Roma (26-28). Navegar no mundo antigo era perigoso, principalmente no inverno, quando naufrágios eram comuns (27:7-12; cf. 2 Coríntios 11:25). Na viagem Paulo é bem tratado por Júlio, o centurião romano responsável por ele (27:1). Júlio permite que ele visite amigos em Sidom (27:3), aceita seu conselho durante a tempestade (27:30ss) e evita que Paulo seja morto (27:42ss).

A narrativa de Lucas sobre a tempestade no mar é uma das mais completas já contadas. Ela mostra como a promessa de Deus sobre Paulo ver Roma (23:11) é cumprida apesar das grandes forças contrárias a isso, o que encoraja os leitores cristãos que sentiam-se oprimidos por sua fé em Jesus: se Deus pôde livrar Paulo, com certeza poderia fazê-lo de novo.

Depois de duas semanas na tempestade o navio encontra terra e eles naufragam em Malta (27:33-28:1). Lucas é altamente seletivo em sua narrativa desta visita, cobrindo três meses (28:11) em dez versos, evidentemente escolhendo os incidentes que considera mais importantes.

A jornada final para Roma atravessa o Mediterrâneo até Siracusa, Régio e Potéoli, cerca de 200 km ao sul de Roma (28:11-13). Dirigindo-se a Roma através de Ápio, o grupo de Paulo encontra dois grupos de cristãos (28:15) . Estes contatos mostram que Paulo não é o primeiro missionário em Roma, uma vez que já existe uma igreja lá.

O relato do tempo de Paulo em Roma não focaliza a igreja lá, mas sim nos relacionamentos de Paulo com a comunidade judaica. Ele fala com os líderes daquela comunidade, enquanto está em sua prisão domiciliar (28:21ss). Numa ocasião eles conversam com Paulo o dia todo (28:23) e o resultado de sempre acontece: a comunidade judaica fica dividida (28:24ss). A cena final descrita por Lucas é de alguns judeus respondendo ao Evangelho, e não de – como é afirmando com base no verso 28 – uma rejeição final dos judeus em favor dos gentios.

Os versos finais de Lucas mostram uma interessante imagem de Paulo pregando para todos que vêm até ele “sem impedimento algum” (28:31), uma expressão legal que sugere que ele tenha sido considerado inocente. Lucas deixa seus leitores com vários temas-chave: o cumprimento da promessa de Deus a Paulo de que ele chegaria à salvo em Roma; o fato de que nada pode parar o Evangelho; o evangelho para todos, judeus e gentios; a imagem de Paulo pregando sobre Jesus e – como seu Mestre – proclamando o Reino de Deus.

LEITURA BÍBLICA | Programa semanal

Segundas – Atos 20
Terças – Atos 21-22
Quartas - Atos 23-24
Quintas – Atos 25-26
Sextas – Atos 27-28

Uma excelente abordagem para a leitura bíblica diária é fazer um Estudo Indutivo Prático. São perguntas feitas para o texto:

O que o texto diz?
O que isso significa?
Como devo responder?

MEDITAÇÃO DIÁRIA | Como fazer

Separe um ou dois versículos da leitura diária e siga os passos abaixo:

Passo 1: Ler. Qual palavra ou frase chamou a minha atenção?
Passo 2: Meditar. Qual é a minha resposta a esta palavra ou frase?
Passo 3: Orar. Como isso se aplica a minha vida hoje?
Passo 4: Contemplar. Qual é o convite que Deus está me fazendo?

ROTEIRO COMPLETO | Baixe em nosso site

Para baixar o roteiro completo com esboço do ensino no domingo, questões para grupos pequenos, dicas de leitura e meditação e notas de estudo, visite: www.vineyardpiratininga.com.br no link recursos.

sábado, 22 de maio de 2010

O REINO EM MOVIMENTO 4 | Rumo aos confins da terra - Parte 2 | Atos 16:6-19:41

O foco neste trecho são duas viagens de Paulo, sendo que a primeira inclui pelo menos 18 meses em Corinto e a segunda mais de dois anos em Éfeso, as maiores cidade de suas regiões.

Atos 16:6-10 apresenta a única ocasião em Atos onde Paulo não sabe para onde ir em seguida, depois que Deus impede que ele, Silas e Timóteo, entrem na Ásia e Bitínia. Deus então lhe mostra uma visão e o grupo viaja para Neápolis, trazendo o evangelho à Macedônia (atual Grécia) pela primeira vez. Filipos evidentemente não tem uma sinagoga - é uma colônia de soldados romanos aposentados - então Paulo procura um lugar de oração à beira do rio, no sábado (16:13). Lá ele encontra Lídia: ela e sua família formam o núcleo da primeira igreja na cidade (16:14). Paulo liberta uma escrava possuída por um espírito que predizia o futuro (16:16-21), e seus senhores levam Paulo aos magistrados, reclamando da perda financeira que sofreram. Nesta colônia romana, Paulo e Silas são acusados de advogar costumes judaicos, sendo que em outras cidades normalmente são acusados pelos judeus de abandonar os costumes e crenças judaicas (cf. 13:45; 14:2, 19; 17:13; 18:5ss, 12ss). Na prisão, um terremoto lhes dá a chance de fugir; ao invés disso, eles apresentam o evangelho para o carcereiro, que é batizado junto com toda sua família (16:28-34), antes que os magistrados ordenem que sejam libertados pela manhã (16:35). Paulo levanta a questão de sua cidadania romana, o que significa que ele não poderia ter sido açoitado sem um julgamento (16:37) e os magistrados vêm desculpar-se (16:38ss). Paulo faz isso, possivelmente, na esperança de que a nova igreja seja deixada em paz pelas autoridades.

Em Tessalônica, Paulo repete seu padrão inicial de abordagem (17:1-9) - ele vai primeiro à sinagoga e fala sobre Jesus. A comunidade judaica está dividida (v. 4) e alguns tementes a Deus se juntam à nova igreja. Judeus descrentes mobilizam pessoas para atacar os missionários. Suas acusações são de que Jesus seria um outro rei, rival do imperador (v. 7; cf. Lucas 23.2). A rapidez da primeira visita à Tessalônica se encaixa bem com o texto de 1 Tessalonicenses, provavelmente escrito em Corinto durante a visita de Atos 18:1-18 depois de Timóteo haver se juntado novamente a Paulo (Atos 18:5; 1 Tessalonicenses 3:1-6).

Da Beréia Paulo vai para Atenas sozinho. Silas e Timóteo vão para outro lugar (Lucas não dá detalhes, embora 1 Tessalonicenses sugira que Timóteo tenha ido à Tessalônica). Apesar de haver uma sinagoga em Atenas, Paulo focaliza seu debate na praça principal com os filósofos (17:17ss). Paulo é convidado a falar no Areópago e Lucas apresenta toda a fala de apresentação do evangelho aos pagãos.

Em Corinto (18:1-18) Paulo encontra um casal de judeus cristãos, Áquila e Priscila e trabalha com eles como fazedor de tendas (provavelmente usando couro, o material comumente usado na época), enquanto fala na sinagoga aos sábados. Quando Silas e Timóteo chegam, Paulo volta à pregação em tempo integral (18:5), o que sugere que eles tenham trazido doações das igrejas que visitaram enquanto ausentes. A divisão típica na sinagoga acontece e Paulo vai embora (18:6); uma igreja mista de judeus e gentios é fundada na casa de Tício Justo (18:7). Diante de uma audiência romana, Gálio, um notável jurista, declara que Paulo não tem nada à responder diante das acusações dos judeus.

Atos 18:23-19:41 traz a terceira e maior viagem de Paulo à partir de sua base em Antioquia da Síria. Primeiro ele viaja por terra para a Galácia (sul da Turquia). Lucas então nos leva a Éfeso, para apresentar Apolo (18:24-28), um pregador de Jesus que precisa de mais instrução por parte de Priscila e Áquila, uma vez que apenas recebeu o batismo de João. Apolo é enviado às igrejas de Acaia (onde Corinto é a principal), e este breve relato provavelmente explica algumas das questões em 1 Coríntios 1-3, sobre diferentes visitantes em Corinto.

Retornamos então à Éfeso: Paulo viaja através da atual Turquia e investe tempo considerável lá - pelo menos dois anos (19:10,22). Lucas claramente considera esta visita como um tempo de benção de Deus no ministério de Paulo (19:10). Certamente existe oposição: da sinagoga (19:11ss), de doença e de espíritos malignos (19:23-41) - mas tudo é vencido. Lucas comenta “a palavra do Senhor muito se difundia e se fortalecia” (19:20).

Lucas antecipa a próxima grande etapa da história (19:21ss), quando Paulo resolve “no espírito” (uma referência ao Espírito Santo) ir à Jerusalém e depois à Roma. A jornada à Roma, através de Jerusalém, vai dominar a parte final do livro, culminando com a chegada de Paulo.
A viagem de Timóteo e Erasto à Macedônia (19:22) provavelmente é para preparar a visita de Paulo e juntar as igrejas da região para contribuir com a igreja necessitada em Jerusalém (cf 2 Coríntios 8-9) - a carta de 2 Coríntios provavelmente foi escrita durante esta visita à Éfeso - muito embora Lucas nos fale muito pouco sobre este coleta de ofertas (24:17) - um exemplo da seletividade do autor ao escrever Atos.


LEITURA BÍBLICA | Programa semanal

Segundas – Atos 16:6-40
Terças – Atos 17
Quartas - Atos 18
Quintas – Atos 19:1-22
Sextas – Atos 19:23-41
Para leitura bíblica diária é fazer um Estudo Indutivo Prático. São perguntas feitas para o texto: O que o texto diz? O que isso significa? Como devo responder?

MEDITAÇÃO DIÁRIA | Como fazer

Separe um ou dois versículos da leitura diária e siga os passos abaixo:
Passo 1: Ler. Qual palavra ou frase chamou a minha atenção?
Passo 2: Meditar. Qual é a minha resposta a esta palavra ou frase?
Passo 3: Orar. Como isso se aplica a minha vida hoje?
Passo 4: Contemplar. Qual é o convite que Deus está me fazendo?

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