sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Festa da Carne

por Milton Lucas

A palavra Carnaval vem da expressão latina “carne levare”, que significa levar a carne embora.

A festa surgiu no século XI e antecede a Quaresma, período de quarenta dias onde, segundo a tradição católica, os fiéis são convocados para um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração - sem comer carne.

A terça-feira do Carnaval é a chamada de terça gorda (Mard Gras em francês), o dia de despedir-se da carne. A quarta-feira de cinzas simboliza um dia de reflexão sobre a necessidade de conversão e mudança de vida, bem como sobre a fragilidade da vida humana.

O Carnaval seria então uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período de conversão na quaresma. Daí a interpretação do evento como a festa da carnalidade, ou seja, a festa para satisfazer os desejos da carne.

Este ciclo de carnaval, terça-feira gorda, quarta-feira de cinzas, quaresma, semana santa e páscoa, revela muito da nossa natureza e da forma como vivemos a vida: a reflexão só vem depois da festa, a purificação só depois do sofrimento.

Na verdade, levar a vida desta forma ainda que nos transmita uma idéia de redenção, nos leva a ver a espiritiualidade como o último recurso, o fim da festa, ou aquela coisa chata depois da parte boa. Nada mais equivocado do que isso!

Está escrito em João 10:10 “ eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. Esta é a proposta de Jesus para nós. Ele não está esperando a gente curtir a vida, para depois nos apresentarmos totalmente arrebentados para ele e assim ter um bom final de história. Ele quer que desfrutemos com ele uma vida inteira de alegria e festa verdadeiras.

Antes de festejar seu “carne levare”, reflita sobre isso! Quatro dias de festa é muito pouco!

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Céu ajuda aqueles que ajudam a si mesmos

por Milton Lucas

Alguns dos livros mais vendidos hoje são os chamados livros de auto-ajuda. O primeiro desta categoria se chamou "Auto-Ajuda" e foi escrito por Samuel Smiles em 1859. Sua frase de abertura é: "O Céu ajuda aqueles que ajudam a si mesmos", uma variação de "Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos", uma máxima frequentemente citada pelo famoso inventor americano Benjamin Franklin.

Os críticos questionam a legitimidade destes livros afirmando que eles oferecem "respostas fáceis" para problemas pessoais complicados e dizem que o único modo de ser bem sucedido – leia-se rico - com um livro de auto-ajuda é escrever um. Os defensores dizem que todos aqueles que se esforçam geralmente melhoram suas vidas.

Um dos livros mais famosos é “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” do escritor Stephen R. Covey, resultado de pesquisa feita em duzentos anos de publicações sobre sucesso que vão desde biografias a simples manuais e livros de auto-ajuda. Já vendeu mais de 15 milhões de cópias em trinta e oito idiomas desde a sua primeira publicação em 1989 e foi eleito pelos leitores da revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século vinte.

Covey afirma que o sucesso é fruto dos nossos valores e não da nossa atitude. Segundo ele as vitórias públicas são resultado das vitórias interiores. É o que ele chama de Ética do Caráter. Covey sintetiza este pensamento com as palavras de Salomão “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”

Olhando desta forma os problemas que enfrentamos, sejam eles econômicos, familiares, sociais, políticos ou ecológicos, são em primeiro lugar um assunto do coração. Podemos olhar para a atual crise econômica mundial e enxergar a ganância como causa principal. Reconhecemos a fragilidade interior dos ricos e famosos jogadores de futebol brasileiros que no auge da carreira acabam por desmoronar moralmente em escândalos, os mais variados, mas sempre em torno de mulheres, drogas e dinheiro. É fácil ver que o aquecimento global também é fruto de um consumo descontrolado, gerado por um materialismo sem precedentes. Que dizer então da corrupção que reina nos meios políticos, e cujas raízes são mentira, vaidade e ganância – de novo. Apenas para citar alguns exemplos.

Os livros de auto-ajuda na maioria das vezes encorajam a determinação pessoal, a atitude positiva e uma boa rede de amizades como fórmula para o sucesso. Mas isso não é suficiente!

Se por um lado precisamos de fé, confiança, trabalho, planejamento e muita coragem, por outro lado precisamos cuidar do nosso coração, dos nossos valores e da nossa motivação. São eles que dão sustentação para uma vida bem sucedida.

Não basta fazer, temos que ser. Todo o ensinamento cristão é baseado nisso: mudança interior. Os ensinamentos bíblicos sobre integridade, generosidade, alegria, serviço, justiça e amor são extremamente relevantes numa época como a nossa.

Está escrito em Salmos 1:1-3 “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do SENHOR, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!”

Temos que concordar com Benjamin Franklin, além de precisarmos de auto-ajuda, precisamos da ajuda do Alto. Sem as duas, não iremos muito longe.

Milton Lucas é pastor da Vineyard Piratininga

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Os 7 hábitos dos cristãos altamente eficazes | Introdução

por Milton Lucas

O título da nossa nova é série é inspirado no livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, Stephen R. Covey. O livro, segundo o autor, é resultado de pesquisa feita em duzentos anos de publicações sobre sucesso que vão desde biografias a simples manuais e livros de auto-ajuda. Já vendeu mais de 15 milhões de cópias em trinta e oito idiomas desde a sua primeira publicação em 1989 e foi eleito pelos leitores da revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século vinte.

Covey afirma que as vitórias públicas são resultado de nossas vitórias particulares. Sucesso então não é fruto da nossa atitude, mas sim dos nossos valores. Segundo ele, mais importante do que fazer é ser. É o que ele chama de Ética do Caráter, sintetizando seu pensamento com um provérbio bíblico: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Baseado neste premissa e também na de que nosso caráter é composto pelos hábitos que desenvolvemos, Covey sugere 7 disciplinas (hábitos) que devemos cultivar como base para o nosso desenvolvimento.

Olhando desta forma os problemas que enfrentamos sejam ele econômicos, familiares, sociais, políticos ou ecológicos são em primeiro lugar um assunto do coração. Podemos olhar para a atual crise econômica mundial e enxergar a ganância como causa principal. Reconhecemos a fragilidade interior dos ricos e famosos jogadores de futebol brasileiros que no auge da carreira acabam por desmoronar moralmente em escândalos, os mais variados, mas sempre em torno de mulhres, drogas e dinheiro. É fácil ver que o aquecimento global também é fruto de um consumo descontrolado, gerado por um materialismo sem precedentes. Que dizer então da corrupção que reina nos meios políticos, e cujas raízes são mentira, vaidade e ganância – de novo. Apenas para citar alguns exemplos.

Os livros de auto-ajuda - o livro de Covey é uma excessão - na maioria das vezes encorajam a determinação pessoal, a atitude positiva e uma boa rede de amizades como fórmula para o sucesso. Mas isso não é suficiente! Não basta fazer, temos que ser!

CRISTÃOS EFICAZES?

Ao pensar em cristãos podem ser altamente eficazes, temos que concordar que existem muitos conceitos errados à este respeito.

Para alguns o cristão eficaz é um sofredor, que alienado deste mundo, vive uma vida de privação, aguardando o retorno de Jesus, sem expectativas ou esperanças para esta vida aqui. Este cristão maltrapilho alienou-se deste mundo para viver uma vida de total consagração à Deus. Cristão eficaz é cristão que sofre!

Para outros, no entanto, o cristão bem sucedido é aquele que vence todos os problemas “em nome de Jesus”. Ele á cabeça e não cauda. Cristianismo aqui é sinônimo de prosperidade material. Os ícones deste filosofia andam com roupas de grife, carros importados e vivem vidas de ostentação e luxo. Este é o modelo que impera nos programas de auto-ajuda pseudo-cristãos da TV. Cristão eficaz é cristão que vence!

Do ponto de vista bíblico o cristão eficaz é aquele que reflete o Cristo em sua vida.

Em Filipenses 2:5 lemos: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo”. O conceito aqui é a imitação de Cristo, que ecoa as palavras do mesmo apostolo Paulo em 1 Coríntios 1.1 “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo”.

Imitação de Cristo, é o título do clássico da literatura devocional de Tomas de Kempis, publicado no século XV e um dos maiores tratados de moral cristã. O livro é um auxiliar à oração e às práticas devocionais pessoais.

Outro clássico devocional, “Em seus passos, o que faria Jesus”, de Charles Sheldon, conta a história da transformação de uma comunidade cristã, que desafiada por seu pastor, passa a fazer a pergunta “o que Jesus faria” antes de cada decisão à ser tomada.

Jesus é o nosso Senhor e Salvador, mas também nosso modelo de conduta. Ele nos mostrou quem Deus é, mas também nos mostrou o que significa ser humano.

As expressões “estatura de Cristo”, “plenitude de Cristo” ou “em Cristo” presentes nas cartas de Paulo no Novo Testamento, reforçam este conceito.

Desta forma, ser um cristão de verdade é ser parecido com Jesus!

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS HÁBITOS?

No mesmo capítulo 2 de Filipenses, no versículo 12, Paulo diz “Ponham em ação a salvação de vocês”. Em outra tradução a expressão é “desenvolva” a sua salvação.

Ao sermos alcançados pela graça de Deus, somos salvos, mas esta salvação é um processo. Nosso espírito é salvo imediatamente, o que nos garante a vida eterna. Nosso corpo físico será salvo no futuro, quando glorificado. Nossa alma, onde residem nossa vontade, nossas emoções e nossa mente, está sendo salva agora. Usando a linguagem de Paulo estamos sendo formados, conformados e transformados à imagem de Jesus.

Este processo de salvação envolve a nossa participação, o nosso envolvimento.

O conceito aqui é o das Disciplinas espirituais.

Nas palavras de Dallas Willard, “As disciplinas para a vida espiritual são atividades concretas e disponíveis, designinadas para tornar seres da terra, como nós, cada vez mais sensíveis e recptivos ao Reino dos Céus trazido por Cristo, mesmo vivendo num mundo que se opõe a Deus”

Interessante notar que o Judaísmo é uma religião de hábitos. Podemos destacar por exemplo o Shabbath (Sábado), o dia de descanso observado semanalmente pelos judeus para reflexão e adoração. É de praticas como estas que emana a centralização de Deus em todas as esferas da vida de um judeu.

O próprio Jesus mantinha disciplinas. A mais evidente era a de retirar-se para orar. Em meio às viagens, o assédio das multidões, o convívio com os discípulos e a marcação serra dos religiosos que sempre procuravam entrar nele uma falta, Jesus sempre encontrava tempo para estar a sós com seu Pai, em oração.

A expressão discípulo ocorre 269 vezes no NT, enquanto cristão apenas 3 vezes. As palavras discípulo e disciplina têm a mesma origem. Discípulo é aquele que pratica as disciplinas do seu mestre, com vistas à tornar-se como ele. Foi assim que Jesus treinou os seus discípulos e assim que recomendou que avançássemos o Seu Reino.

Em 1 Timóteo 4.7, Paulo encoraja seu discípulo a exercitar-se na piedade. A palavra grega utilizada alie é gummazo, de onde vem a palavra ginásio, lugar de prática de exercícios. Esta idéia de treinamento para a vida é o mesmo utilizado por paulo em 1 Coríntios 9:24-27 quanto compara a caminhada cristã a um atleta passando por treinamento rigoroso para alcançar a cora da vitória.

Na história da igreja cristãos sinceros mantinham disciplinas espirituais. Um exemplo deles é John Wesley, cuja estratégia de discipulado eram os métodos, que consistiam em reuniões para o cultivo da piedade cristã, com dias fixos para leitura da Bíblia, da prática da oração, do jejum, da visita aos presos e aos enfermos. Dai surgiu o Metodismo, o grupo daqueles que tem método (disciplina)

Por que temos aversão às disciplinas? A palavra nos remete às matérias escolares ou à correção ao castigo dos pais. Estas já seriam duas boas razões para muitos fugirem delas.

O legalismo e o exagero são outras causas do afastamento que vemos hoje das disciplinas espirituais. Aqueles que cometem estes enganos esquecem que as disciplinas são um meio, não um fim!

Segundo Richard Foster, “Deus nos deus as disciplinas da vida espiritual como meios de receber a sua graça. As disciplinas permitem-nos colocar-nos diante de Deus de sorte que ele possa transformar-nos”.

Ao enfatizarmos as disciplinas espirituais nos lembramos que é a graça de Deus que nos alcançar, nos salva e nos transforma. Ao praticá-las estamos criando oportunidades para Deus em nossas vidas.

QUAIS SÃO OS HÁBITOS IMPORTANTES PARA UMA VIDA CRISTÃ EFICAZ?

Não existe uma lista definitiva, existem muitas listas. As mais indicadas são aquelas que vão de encontro com suas deficiências, afinal, nós praticamos aquilo em que não somos bons.

Pensando desta forma, quem come demais deveria praticar jejum. Quem fala demais deveria praticar silêncio. Pessoas independentes, deveriam exercitar a comunhão e a submissão e quem gasta demais, frugalidade, assim por diante.

Nas próximas semanas vamos nos dedicar às 7 disciplinas básicas de uma vida cristã saudável, à saber: oração, meditação, comunhão, estudo, mordomia, serviço e descanso.

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nós valorizamos a comissão do Reino

por Milton Lucas

Temos falado que nossos valores guiam nossa conduta, nossos relacionamentos e nossas decisões. Eles nos dizem o que é importante e o que não é e nos informam o que é certo do que é errado. Eles representam nossa cosmovisão (óculos), nossa crença, nossa verdade, a nossa cultura.

Na Vineyard temos quatro valores inegociáveis: Comunhão, Comunidade, Caráter e Comissão. Nesta última palavra sobre o assunto, gostaria de falar sobre a Comissão do Reino.

NÓS VALORIZAMOS O REINO DE DEUS E SUA MANIFESTAÇÃO ATRAVÉS DE UMA LIDERANÇA QUE SERVE COM REALIDADE, SIMPLICIDADE E CONTEMPORANEIDADE

Isso explica algumas coisas sobre nós. Nossa ênfase em alcançar pessoas, a forma como acolhemos as pessoas exatamente como elas estão, o não-uso de títulos, nossa linguagem, nossa música, nossas roupa etc Isso tudo faz com que sejamos muito criticados por outros crentes! Por outro lado isso tem nos aberto muitas portas com os não-ainda-crentes!

Mais do que uma boa idéia que tivemos ou um estilo pessoal, encontramos na Palavra de Deus referências de que nossa vida deve ser voltada para levar a outros a mensagem que nos alcançou. Vejamos a postura do Apóstolo Paulo em Atos 17.16-33 e olhando para este texto, respondamos algumas perguntas à nosso respeito.

ESTAMOS INDIGNADOS COM A ESPIRITUALIDADE DOS NOSSOS DIAS? Paulo ficou profundamente indignado ao ver que a cidade de Atenas estava cheia de ídolos. Esta é a realidade dos nossos dias! Muitos ídolos, muito deuses, muitas espiritualidades! Alguns exemplos: deus da religião (crentes, católicos e outros), deus do umbigo (felicidade e da auto-satisfação), deus da grana (dinheiro, bens), deus do espelho (aparência), deus da turma (vivendo em manada), deus da fantasia (tv, bebida e drogas, religião), o Eu-Deus (seja lá que eu quiser), o Não-Deus (viveu, morreu, acabou), etc. Estamos indignados com isso ou achamos que está tudo bem?

ESTAMOS CONVERSANDO SOBRE DEUS COM NOSSA CULTURA? A reação de Paulo foi ir até a sinagoga, até a praça principal e até o Areópago – outrora centro de discussões gerais, naquele momento centro de discussões eminentemente religiosas. Ele discutia o assunto com judeus e gregos tementes a Deus, com filósofos e com todos que estavam por ali. Paulo enquanto conversava com aquela gente pregava as boas novas a respeito de Jesus e da ressurreição e a reação era que as pessoas queriam saber o que aquelas “idéias estranhas” de Paulo significavam. O argumento de Paulo era que eles era “muito religiosos” – inclusive mantendo ume espaço para o Deus Desconhecido. Interagindo com o modo de pensar daquela gente ele inclusive cita alguns de seus poetas. Ele estava ativamente buscando um chão-comum para sua argumentação. Estamos olhando ao redor e buscando oportunidade para esta mesma conversa nos dias de hoje?

ESTAMOS ANUNCIANDO QUE O DEUS DESCONHECIDO É O DEUS VERDADEIRO? Paulo afirma que eles adoravam o que não conheciam. Uma referencia ao Deus Desconhecido. Paulo em seguida lhes anuncia o Deus que ele conhece, o único Deus, o Deus verdadeiro. Paulo fala que Ele é o Criador de todas as coisas e autor da vida. Explica que cada homem o está buscando (tateando) a fim de encontrá-lo, mas que Deus está perto de cada um de nós, querendo ser achado. Nas palavras de C. S. Lewis, como um “rato procurando o gato”. Paulo diz que Ele é diferente das representações que fazemos e não é um Deus sob encomenda. Ele não leva em conta nossa ignorância, mas nos chama ao arrependimento e virá em breve julgar o mundo com justiça. Paulo diz que Jesus viveu e ressuscitou para mostrar tudo isso! Conhecemos a Deus e temos aproveitado as oportunidades que temos para faze-lo conhecido àqueles que estão tateando por ele ao nosso redor?

ESTAMOS NOS ESFORÇANDO PARA ALCANÇAR A NOSSA GERAÇÃO? Esta geração precisa de uma resposta que faça sentido para eles! Nós somos aqueles que podem oferecer esta resposta: Jesus Cristo! Como no caso de Paulo, alguns zombarão, outros vão querer ouvir outra vez e alguns crerão e se juntarão a nós! Nosso papel não é converter ninguém, mas testemunhar, anunciar.

Estamos indignados com a espiritualidade dos nossos dias? Estamos conversando com a nossa cultura? Estamos anunciando o Deus verdadeiro? Estamos nos esforçando para alcançar a nossa geração?

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Nós valorizamos caráter

por Fabiano Alves

NÓS VALORIZAMOS CURA, INTEGRIDADE E A SEMELHANÇA DE CRISTO ATRAVÉS DO DISCIPULADO

A vontade de Deus para nós é que alcancemos a plenitude – a semelhança de seu Filho Jesus Cristo. Todo cristão está nesse caminho.
Porém, basta um rápido olhar inteligente para nós mesmos para percebermos que ainda estamos distantes do alvo.
Mas Jesus disse que nos levaria até lá. Ele disse que seria possível buscar esse alvo. Mas para isso, precisamos ser curados por ele, em todos os sentidos.

A bíblia nos traz dois significados importantes para a palavra “cura”. No antigo testamento, a palavra original muito usada é “Shalon”, que significa “paz”. No novo testamento encontramos a palavra “Soteria”, que quer dizer salvação.

Olhando por esse ponto de vista, vemos que a cura que Deus trata na bíblia é muito mais que a retirada de uma enfermidade. Cada passo na direção da paz e do desenvolvimento de nossa salvação é parte da cura integral que fará de nós pessoas semelhantes a Jesus.

O primeiro e mais importante passo na direção de encontrarmos a cura é reconhecermos que precisamos dela. Jesus disse certa vez ao povo que o acusava de andar com pecadores(Mt 9:9-12) que ele veio para os doentes, que precisavam ser curados.

PRECISAMOS RECONHECER NOSSA NECESSIDADE DE CURA

Cientes de nossa necessidade de cura, precisamos procurar um bom médico, e um bom hospital.
Os dois valores tratados anteriormente(Comunhão e Comunidade) falam exatamente disso.
O melhor médico para as enfermidades de nossa alma é o Senhor. Ele sabe como ninguém como curar e desafiar nosso ser. Ele é nossa fonte imediata de cura.

E o hospital deve ser a igreja. Lá devemos encontrar o ambiente onde seremos curados, e onde encontraremos muitos outros enfermos precisando de cura. Na igreja, recebemos o desafio de sermos curados, mas também de curar.

SOMOS CURADORES FERIDOS

É importante observar também que cremos na cura não apenas como um ato, mas também como um processo. Por isso, o ambiente é tão importante.

Agora sim, podemos entender porque o discipulado é o caminho para a cura integral.

Em primeiro lugar, como discípulos, podemos ir além da vida de um crente normal que apenas assiste aos cultos, e sermos desafiados, encorajados, admoestados, orientados, etc...

Como discipuladores, nos assemelhamos a Jesus doando de nosso tempo e nossa vida para participar do processo de cura de alguém, mesmo que isso nos custe. Sempre apontando para Jesus, o médico dos médicos.

Assim, caminhamos juntos, nessa comunidade, olhando para o alto e curando uns aos outros, no poder de Jesus Cristo.

A medida que fazemos isso exercendo os dons do Espírito, contamos com a intervenção divina para nos curar e nos ajudar a curar outros, dentro da comunidade, mas também no mundo lá fora, que ainda não o conhece a fonte de tudo.

Fabiano Alves é líder de louvor e de jovens na Comunidade Vineyard de Piratininga

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nós valorizamos comunidade

por Edson Sousa

Aquilo que valorizamos determina o que é importante pra nós. E esses valores vão nortear nossos pensamentos e ações. Jesus em Mt 6:21 já antecipava esse conceito ao afirmar: onde está o teu tesouro (seus valores) aí estará também o teu coração (sentimentos, atitudes, planos, etc.).

A Vineyard tem desenvolvido uma cultura própria, onde busca através do seu ensino e das suas práticas, ambos inspirados em conceitos Bíblicos, levar seus membros e simpatizantes, a considerarem valores que pra ela são essenciais, para uma vida cristã sadia e verdadeira. No artigo anterior foi destacada a base principal desses valores que é a Comunhão diária com Deus. No artigo de hoje a proposta é enfatizar a área de Comunidade.

NÓS VALORIZAMOS O INDIVÍDUO E RELACIONAMENTOS, NUM AMBIENTE DE MISERICÓRDIA E UNIDADE.

O entendimento conceitual de comunidade trata da qualidade ou estado do que é comum, comunhão. Basicamente, comunidade é o agrupamento de indivíduos, pessoas que se reúnem ao redor de algo comum entre eles. Essa comunhão pode representar um mesmo pensamento, um mesmo nível cultural, um mesmo nível social, ou nenhuma dessas coisas, onde a motivação pode estar centrada em uma identificação coletiva, onde os detalhes individuais ficam à margem do plano principal, ou seja, comunidade não é uniformidade, mas a comunhão da diversidade (At 4:32).

Nesse contexto vemos a Igreja como uma comunidade. Apesar de nos dias de hoje existir correntes de pensamento que defendem que a igreja é na sua menor definição o próprio individuo, biblicamente entendemos que ninguém é igreja sozinho, pois não existe igreja sem a presença de Jesus (Mt 18:20). O ser humano foi criado para viver em comunidade (Gn 2:18, Ec 4:9-10) e o cristão não pode ser cristão sozinho, ele é chamado a viver em comunidade (Hb 10:25).

Porém, na Vineyard, ele não é mais um na comunidade, ele é único, pois o individuo, a pessoa, é o elemento principal de uma comunidade. Assim como Jesus (Mt 11:28), a Vineyard deseja tratar dentro da sua comunidade cada individuo de maneira pessoal e não coletiva. A comunidade Vineyard é um coletivo que existe para valorizar o individual. A essência dessa comunidade é oferecer cura a todo doente (Mc 2:16-17), por isso ela é uma comunidade aberta, vista como extremamente liberal, e até com reservas, por receber o individuo na sua forma mais bruta, respeitando a sua individualidade e seus valores atuais.

Dessa forma é muito natural a presença de pessoas que são muitas vezes discriminadas em outras comunidades cristãs, por serem adeptas de culturas consideradas profanas, alternativas e sacrilégicas segundo o entendimento que esses grupos têm em relação a reverencia, lugares e coisas “sagradas”. A Vineyard não faz acepção de pessoas (Rm 2:11), não as discriminam por causa do seu pecado, sua cultura e/ou usos e costumes, porque ela valoriza o individuo, a pessoa. Aceita que elas venham do jeito que estão, e deseja, através da pregação do Evangelho e de relacionamentos, que essas pessoas saiam quebrantadas e dispostas a rever seus valores (1 Co 6:9-11).

Para que esse objetivo seja alcançado, a dinâmica da comunidade consiste em relacionamentos baseados nas orientações bíblicas dos “uns aos outros”, onde amar é relacionar-se (1 Jo 4:19-21). Assim a realidade da vida das pessoas da comunidade deve seguir o padrão de: amar, não ofender, honrar, não julgar, acolher, aconselhar, saudar, não provocar, suportar, perdoar, sujeitar, não mentir, consolar, confessar pecados e servir uns ao outros, e todas estas referencias trazem em seu ensino o imperativo de mandamento, onde o ponto de partida é “amar uns aos outros”.

Tudo isso gera um envolvimento natural entre as pessoas, relacionar-se é envolver-se, é se satisfazer e se decepcionar, é dar, mas também receber, é falar, mas também ouvir; é rir, mas também chorar (Rm 12:15). Em comunidade deve haver reciprocidade nos relacionamentos. O alimento de uma comunidade é o relacionamento, se não houver relacionamentos a comunidade morre.

Os relacionamentos irão gerar frutos importantes. Uma comunidade sadia produz bons frutos, onde os principais são: misericórdia, unidade e avanço do reino de Deus.
Quando as pessoas se relacionam em amor, elas se preocupam umas com as outras, percebem as necessidades uns dos outros (At 2:45) e se dispõe a se doarem e até fazerem sacrifícios (1 Jo 3:16-17) em beneficio uns dos outros ( Lc 9:11). Numa comunidade todos estão passiveis de necessidades e deve haver a segurança de que “hoje eu estou bem e posso te ajudar, mas amanhã se eu precisar sei que posso contar com você”.

Outro fruto importante é o da unidade. Não é fácil haver unidade em meio a tanta diversidade de pensamentos, níveis sociais e culturais que fazem parte da comunidade, mas ela deve ser buscada, as pessoas devem fazer de tudo (Ef 4:3) para alcançá-la, e isso deve acontecer em paz, nunca em conflito. As pessoas devem abrir mão da sua vontade em favor da unidade.
E por ultimo fruto, o avanço do reino. O sentimento de misericórdia, ou seja, colocar o coração na miséria alheia, deve se estender além das fronteiras da comunidade. A comunidade não pode ser exclusivista, pois a sua “boa fama” irá se espalhar e outras pessoas vão querer chegar, vão precisar, vão clamar e a comunidade deve ser a resposta de Deus às essas pessoas (At 2:46-47).

A Vineyard valoriza comunidade, porque deseja ver o reino de Deus avançando. Mas muitas vezes as comunidades produzem “maus frutos” e em vez de misericórdia, produz indiferença, em vez de unidade, divisão, e assim se tornam “pedras de tropeço” no reino de Deus. Para evitar que isso aconteça, a Vineyard traz como base na sua escala de valores a Comunhão diária com Deus, para que essa prática produza comunidades cristãs sadias, comprometidas com o propósito de Deus.

O cristianismo começou com uma comunidade (Jesus e os doze). Jesus é o exemplo de como manter comunhão diária com Deus, e seus discípulos nos mostram como é possível viver em comunidade mesmo com tantas diferenças e pecados. A partir dessa comunidade a verdade se espalhou por todo o mundo, sua trajetória mostra que não foi fácil: traição, morte, sacrifícios, perseguições e muito sangue derramado estão misturados aos vários acontecimentos e manifestações que escrevem essa história que terá um final verdadeiro, feliz e eterno (Ap 21:1-4).

Edson Sousa é um dos presbíteros da Comunidade Vineyard de Piratininga e entre outras funções, coordena a área de ensino da igreja.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nós valorizamos comunhão com Deus

por Milton Lucas

Quais foram as suas resoluções de Ano Novo? As mais comuns são: fazer academia, emagrecer, comer melhor, acordar cedo, ter mais tempo com a família, quitar dívidas, ler mais, ser mais organizado. Por que não conseguimos? Segundo um artigo da Reader’s Digest (Seleções) deste mês, falta planejamento. Na minha opinião o problema está nos nossos valores.

Nossos valores guiam nossa conduta, nossos relacionamentos e nossas decisões, Eles definem o que é importante pra nós e nos informam o que é certo do que é errado. Nossos valores são as nossas crenças fundamentais, a nossa verdade, a nossa cosmovisão, ou seja, os óculos através dos quais vemos a realidade ao nosso redor.

Existem valores pessoais como honestidade e espiritualidade e outros coletivos como patriotismo, democracia. Mas todos temos valores! Eles são formados em nós através de tradições que recebemos, informações adquiridas, mas especialmente através de relacionamentos e experiência. Na verdade valores são mais transferidos do que ensinados, quase que como num processo de osmose. Nossos valores são a nossa cultura.

Na Vineyard temos alguns valores que são inegociáveis e eles representam a nossa cultura coletiva, mas também individual. Nas próximas semanas vamos conversar sobre Comunhão, Comunidade, Caráter e Comissão. Eles determinam tudo que fazemos como cristãos e como igreja. Hoje começamos com Comunhão.

NÓS VALORIZAMOS A PALAVRA DE DEUS, A CENTRALIDADE DE CRISTO E A LIDERANÇA DO ESPÍRITO SANTO, ATRAVÉS DE UMA BUSCA CONSTANTE EM ORAÇÃO

A comunhão com Deus é a base das outros valores. Como viver comunhão com Deus no dia-a-dia? Na Vineyard fazemos sempre algumas questões que nos ajudam a manter nosso foco.

O QUE DEUS ESTÁ TE FALANDO? EM 2 Timoteo 3.16-17 está escrito que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”. Muito embora creiamos e pratiquemos palavra profética em nosso meio, cremos que a Bíblia, como Palavra de Deus, é a forma básica e fundamental de ouvirmos a voz de Deus falando conosco. Alguém disse que “a Bíblia aberta é um livro como outros qualquer, mas aberta é a boca de Deus falando ao nosso coração”. Ainda que mesmo fechada a Bíblia não seja como qualquer outro livro, ela é sim a princpal maneira de Deus falar conosco. E mesmo as outras formas, devem estar em sintonia com a Palavra, como o texto acima diz. Deus quer nos ensinar, repreeender, corrigir e instruir para que estejamos preparados para as boas obras que ele tem pra nós. Como disse cremos também que Deus nos fala através palavras proféticas, através de uma voz íntima e pessoal em nosso coração, mas também através das circunstâncias e de conselheiros sábios. A questão é: estou querendo ouvir? Estou buscando a palavra e a vontade de Deus? Estou lendo a Bíblia? Estou esperando o Espírito Santo falar comigo? Estou atento aos conselhos e às circunstâncias ao meu redor?

O QUE JESUS FARIA? Em Romanos 8.29 está escrito “Pois aqueles que … conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Jesus além de nosso Senhor é também o nosso irmão mais velho, nosso modelo. A frase acima é emprestada de Charles Sheldon, que em seu livro ‘Em seus passos o que faria Jesus” conta a história de uma pequena cidade que foi impactada com a decisão de alguns cristãos em fazer esta pergunta antes de cada ação. O princípio aqui é que somos discípulos de Jesus e portanto seus imitadores. Nos aspectos mais práticos de nossa vida, sempre perguntamos ‘O que Jesus faria?”.

O QUE O PAI ESTÁ FAZENDO? Em João 5.19-20, Jesus disse Jesus: “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz. Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas”. A vida de Jesus não era regida pelas necessidades ao seu redor e nem pela expectativa das pessoas. Através de sua comunhão com o Pai ele era capaz de discernir o que Ele já estava fazendo e assim participava disso. O Espírito Santo, nosso companheiro e nosso professor, habita em nós e mesmo através dos seus dons quer nos mostrar o que o Pai está fazendo para que possamos participar do seu ministério. Não se trata de pedir para Deus abençoar o que estamos fazendo, mas de nós fazermos aquilo que o Pai já está abençoando. Isso se aplica ao ministério, mas também à nossa vida pessoal e familiar. O que o Pai está fazendo? O que Ele está abençoando? Como posso me juntar a Ele nisso?

VAMOS ORAR? Em Mateus 6.9-13 Jesus nos ensina a orar “Pai nosso, que estás nos céus! … Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”. Orar é a forma básica e fundamental de comunhão com Deus. É uma conversa entre filho e Pai. É reconhecimento da presença de Deus, mas também de nosso amor e de nossa humilde dependência. Na Vineyard a expressão musical de adoração tem sido extremamente importante e relevante, mas temos que admitir nossas músicas são simplesmente uma forma de orarmos e expressamos nosso coração coletiva e individualmente para o Senhor. A oração traz o céu à terra, foi isso que Jesus nos ensinou. Esta frase “vamos orar” deve ser uma constante em nossa vida. Devamos fazê-la sempre e em qualquer lugar. Ao nos reunirmos como igreja, mas também no cotidiano do nosso lar, do nosso trabalho, nas ruas e onde quer que formos, com quer quer que estejamos. Quanto mais orarmos mais vamos experimentar deste poder e desta presença de Deus entre nós. Veremos curas e milagres, sim, mas também desfrutaremos de uma paz e alegria sobrenaturais que são fruto de uma comunhão prática e real com o nosso Deus.

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga

2009: o ano mais importante da nossa vida!

por Milton Lucas

Estamos em Janeiro, o ano novo já começou! O nome do mês de Janeiro é uma homenagem a Jano, em latim Janus, o deus que, na mitologia romana, era o porteiro celestial. Ele é representado por duas cabeças, uma olhando pra fente e outra para trás, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. Assim, Jano seria o responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava, e toda porta se volta para dois lados diferentes.

Ainda que não sejamos adoradores do deus Jano e, portanto, não atribuamos à ele a abertura das portas de cada novo ano, a concepção por trás do nome é interessante.

Janeiro é sim momento de olharmos para o ano que passou e avaliarmos. É momento de agradecermos todas as conquistas e os bons momentos que vivemos. É momento de revermos nossos erros e nossas falhas, com vistas à corrigí-las. É tempo de perdoar a nós mesmos e aos outros de alguma forma nos prejudicaram. Cuidado para não virar um saudosista e ficar preso às coisas boas que já se foram, como se não houvessem outras por vir. Não podemos viver do passado.

Janeiro também é tempo de olharmos para frente e sonharmos, fazermos planos. É momento de enchermos nosso coração de antecipação pelas muitas possibilidades que se abrem diante de nós. Temos que tomar cuidado para não alimentar ilusões, criando um mundo paralelo, para onde fugimos de vem em quando. Evite também a procrastinação, que é deixar sempre tudo para amanhã, para depois, para nunca. Não podemos viver do futuro.

Hoje é o dia mais importante da nossa vida. Ontem já se foi. Amanhã ainda não existe.

Os judeus guardam o sábado, como dia de descanso. Ele começa no pôr-do-sol da sexta-feira e termina ao pôr-do-sol do sábado. É o sabá, ou em hebraico Shabat. Mais que um dia de inatividade, é um dia dedicado a Deus. Neste dia, o judeu é desafiado a olhar para trás e pensar no que tem feito, porquê tem feito e para quem tem feito. Ao olhar para o presente, os judeus pensam em quem são, seus valores e sua fé. Finalmente, ao olhar para o futuro eles focalizam sua missão, seus objetivos e suas intenções. Em tudo eles centralizam a Deus, fazendo dele a celebração e a cura do passado, a razão do presente e a esperança para o futuro.

Que esta seja também a nossa atitude neste mês de Janeiro e neste ano que se inicia. Afinal, 2009 é o ano mais importante da nossa vida!

Está escrito “Este é o dia que o Senhor fez; alegremo-nos nele” Salmos 118.24

Milton Lucas é hoje o pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Hoje é o dia mais importante da sua vida

por Milton Lucas

Ontem não existe mais. Amanhã ainda não aconteceu. Hoje é o dia mais importante da nossa vida.

Existem pessoas que vivem do passado. Estão presas àquilo que já se foi. Uns continuam lamentando e sofrendo pelas coisas ruins que aconteceram, outros ainda vivem das glórias e das conquistas lá de trás. Para estes a vida parou e não vivem, sobrevivem.

Existem pessoas que vivem no futuro. São sonhadores por natureza. Estas pessoas estão sempre fazendo planos e projeções: um dia farei isso, um dia farei aquilo. Seus olhos estão sempre lá na frente e na esperança de grandes conquistas e grandes mudanças.

É importante aprender com o passado, especialmente para não cometermos os mesmos erros. Também é importante olhar para trás e sermos agradecidos pelas coisas boas que aconteceram. É bom sonhar e fazer planos. Temos mesmo que olhar para frente e encher nosso coração de esperança.

No entanto, é hoje que as coisas se decidem. É hoje que podemos consertar os erros do passado e que podemos dar passos concretos rumo às conquistas de amanhã.

É hoje que podemos buscar a Deus e encontrar nele a cura das feridas do passado e também direção para as decisões que afetarão o nosso futuro.

“Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” Salmos 95.7-8

Milton Lucas é pastor da Vineyard Piratininga.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

DEIXA A LUZ BRILHAR | Vocês são a luz do mundo

por Milton Lucas

Nas últimas semanas nosso tema foi a Luz que veio ao mundo, Jesus. Baseados em João 8.12 falamos sobre o mundo (cosmos) afastado de Deus e da luz da vida (zoe) que veio através de Jesus.

Em Mateus 5.14-16 a afirmação de Jesus é um pouco diferente: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”

É importante lembrar o contexto deste ensino. O Sermão do Monte – que para alguns comentaristas é uma coletânea de ensinos e não um discurso continuo – é um confronto com a religiosidade dos fariseus, um alerta à religião morta e um desafio a uma espiritualidade viva e relevante.

NÓS SOMOS A LUZ DO MUNDO. Jesus agora noz diz que nós somos luz do mundo! Lembre-se que o mundo é o cosmos, a Humanidade afastade de Deus. Somos então filhos da luz, portadores da vida (zoe) de Deus e agimos agora em parceria com Deus para levar esta mesma luz a outros. Somos necessários? Sim, esta foi a escolha de Deus. Fazer através de nós.

NÓS BRILHAMOS DIANTE DOS HOMENS. A luz que temos não pode (deve) ser escondida. Por um lado por que ela tem que ser mostrada. Por outro, porque é impossível escondê-la. Devemos estas no lugar apropriado, para que todos a vejam. Nosso lugar não é escondidos dentro do prédio da igrejas, mas no meio das trevas onde a luz possa realmente fazer diferença.

Brilhar aqui é individual, mas também coletivo. Brilhamos quando nos oferecemos como representantes de Deus (palavras e obras). Brilhamos quando mostramos a realidade das trevas ao nosso redor. Brilhamos quando fazemos as trevas ir embora! Mas brilhamos, especialmente, quando oferecemos caminho e uma esperança.

N.T. Wright, teólogo anglicano fala de quarto áreas onde temos que nos manifestar: relacionamentos, beleza, justiça e espiritualidade. Mahatma Gandhi, um admirados dos cristãos, diz o seguinte: “Você deve ser a mudança que você quer ver no mundo”. O princípio do sacerdócio cristão é que todos são ministros, mas também de que tudo que fazemos é ministério.

A Bíblia está replete de exemplos de pessoas que brilharam, como Moises, Davi, Paulo, Pedro, João e tantos outros. Mas, na história da Humanidade e da Igreja, vemos muitas pessoas que através da sua influência trouxeram a luz para as trevas em que vivemos. Alguns exemplos:
Ativistas: Willian Wilberforce, Martin Luther King, Martinho Lutero, Willian e Catharine Booth
Pensadores: C. S. Lewis
Pregadores: Billy Graham
Artistas: Rembrandt, Sebastian Bach e Handel
Médicos: Dr Everett Koop (USA) e Dr Paul Brand (India)
Cientistas: Dr Francis Collins (Projeto Genoma)
Atletas: Kaká
Peão de rodeio: Adriano Moraes (Rodeio com Cristo)
Músicos: Jonas Brothers, Mile Cyrus e Bono Vox
Políticos: Magnus Malta, pedofilia

Talvez o fato de serem “celebridades” possa nos dar a falsa idéia de que nós não possamos ser relevantes no nosso contexto. Mas a verdade é que nós, pessoas comuns, levamos a luz de Jesus como …

Namorados que casam puros
Maridos e esposas que permanecem casados
Homens que priorizam sua esposa e seus filhos
Pais que dizem não ao seus filhos – quando esta for a resposta adequada
Pais que amam e dizem isso aos seus filhos por gestos e palavras
Filhos que honram seus pais
Patrões que tratam seus empregados com respeito e justiça
Empregados que não enganam nem fraudam seus patrões
Aqueles que encaram sua profissão como um sacerdócio
Aqueles que cumprem a sua palavra
Aqueles que honram seus compromissos financeiros
Aqueles que chegam no horário
Aqueles que devolvem o que pegam emprestado
Aqueles que dizem a verdade
Aqueles que não falam mal da vida dos outros
Aqueles que têm um vocabulário sadio
Aqueles que não dão ouvidos ou olhos aquilo que é mal
Aqueles que são generosos com seus recursos financeiros
Aqueles que cuidam do meio ambiente
Aqueles que não jogam lixo no chão
Aqueles que ainda acreditam nas pessoas
Aqueles que vão além do que é comum em sua bondade
Aqueles que são educados e cordiais
Aqueles que carregam suas bíblias
Aqueles que oram em público
Aqueles que não se envergonham do evangelho
Aqueles que têm coragem de ser diferentes
Aqueles jovens que dizem não as drogas e à impureza

NÓS TRAZEMOS GLÓRIA AO PAI. Deus é invisível, mas nós somos visíveis. Nossa vida traz visibilidade à luz de Deus na face da terra. Jesus veio mostrar quem é o Pai e este também é o nosso papel aqui. Uma das formas dos rabinos ensinarem sobre Shekinah, a glória manifesta de Deus, é compará-la a lampejos de glória que se manifestam sobre a terra cada vez que alguém – crente ou não – realiza algo que esteja em sintonia com a natureza de Deus. Que nossa vida seja cheia de lampejos de glória de Deus e que o mundo veja isso e glorifique o nome do Pai.

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga