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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O CAMINHO PARA A RECUPERAÇÃO: Onde buscar ajuda?

por Milton Lucas

Todos temos vícios, maus hábitos, feridas e dependências. Se o primeiro passo para a recuperação é admitir este fato, o segundo é crer e ter esperança. Para isso é preciso ter fé!

Ao falar sobre fé, confundimos espiritualidade com religião. A religião é a forma, mas a espiritualidade fala de essência. Podemos divergir sobre a forma, mas é inegável que todos temos uma busca interior, um anseio que precisa ser saciado. Todos nós buscamos por algo, na verdade, buscamos Deus! Para nos ajudar nesta busca, é importante esclarecer alguns pontos.

DEUS EXISTE. Tanto a natureza, quanto nossa própria consciência confirmam a existência de Deus. Podemos estudar e aprender sobre a natureza, mas como explicar a vida? Temos dentro de nós uma consciência nata sobre certo e errado – muito embora uma grande maioria resolva simplesmente ignora-la. De onde ela vem? Estes são dois sinais fundamentais e indiscutíveis. A Bíblia não é um livro escrito para provar a existência de Deus. Ela simplesmente pressupõe e verdade inabalável: Ele existe. Não cabe à igreja ou à Bíblia provar Sua existência. O ônus da prova é de quem acusa, não é assim? Provar a não-existência de Deus tem sido a tarefa infrutífera de muitos. A verdade é que a maioria crê em Deus. Por outro lado, a minoria o conhece. Quer saber quem Ele é, leia a Bíblia. Comece com os evangelhos. Jesus veio nos mostrar quem Deus é!

DEUS SE IMPORTA. O nosso desconhecimento de Deus nos deu imagens erradas à seu respeito. Algumas imagens vêm do nosso relacionamento familiar, outras da prática religiosa e outras da mídia, por exemplo. Pensamos em Deus como um velho ranzinza, com um raio na mão, esperando para nos condenar. É como se a grande missão desse “deus” fosse tirar tudo que é bom da nossa vida e nos fazer sofrer. Nada mais longe da verdade. Deus é bom! Deus nos criou! Deus criou o prazer! Deus é a fonte da alegria. Deus sabe tudo acerca de minha situação. Ele sabe dos meus hábitos, vícios e mágoas e não fica surpreso ou chocado. Deus conhece a minha situação, sabe da minha história, das minhas limitações e tentações. Ele me ama mesmo assim. Deus quer mudar a mim e a minha situação também. Ele sabe que eu não consigo mudar, que não tenho poder. Ele pode me libertar e o fará, seu eu permitir.

DEUS ME ESPERA. Não é suficiente crer em Deus, temos que nos conectar com seu poder. Temos que nos arriscar e ir em direção a Ele. Como um cavalheiro, Ele não interfere em nosso livre arbítrio. Ele espera, Ele nos aguarda. Ele está sempre de braços abertos nos esperando. Como conectar-se com Deus e com seu poder? É muito simples: creia e receba. Relacionamento com Deus não é a respeito do que nós podemos fazer, mas daquilo que Ele pode e já fez por nós. É preciso honestidade, humildade e coragem para clamar por socorro. Se clamarmos, Ele virá.

Tudo começa com uma oração simples: “ACREDITO DE TODO CORAÇÃO QUE DEUS EXISTE, QUE ELE SE IMPORTA COMIGO E QUE TEM O PODER DE ME AJUDAR EM MINHA RECUPERAÇÃO.

Está escrito em Hebreus 11.6: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”

Milton Lucas é pastor e está em recuperação na Comunidade Vineyard de Piratininga.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Workaholic versus worklover


Todas as pessoas que trabalham em demasia são workaholics? Não. Pesquisadores do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB (Universidade de Brasília), integrado por psicólogos, médicos e especialistas em ergonomia, desmistificaram essa crença disseminada na sociedade ao descobrir os worklovers.

São pessoas que acordam cedo, dedicam entre 10 e 12 horas do seu dia ao trabalho e, apesar disso, não se importam. Ao final do dia, elas costumam voltar felizes para casa, sem ficar sofrendo pelo dia de amanhã, que demandará muito trabalho.

Para muita gente, não existem pessoas assim, ou, se elas existirem, são insanas. No entanto, de acordo com os pesquisadores que estudam há anos a relação entre trabalho e prazer, os worklovers são reais, pessoas de carne e osso.

Workaholic versus worklover

O workaholic é aquele que é tão viciado no trabalho que acaba deixando até a saúde de lado. Ele se utiliza do trabalho para fugir da vida, de problemas de cunho pessoal. Em geral, sua vida amorosa, sexual ou familiar não é satisfatória. Muitas vezes, essa pessoa também tem poucos amigos ou dificuldade de se relacionar.

Como outros termos, a exemplo de estresse, síndrome do pânico e LER, workaholic virou moda. "Todo mundo que trabalha muito é taxado de workaholic", afirma o professor Wanderley Codo, coordenador do Laboratório de Psicologia do Trabalho.

No entanto, um grande número de pessoas se dedica muito à profissão, mas com prazer. Elas trabalham para viver e não vivem para trabalhar. Aliás, fora do escritório, a vida do worklover é boa. E a realização profissional até o ajuda em todas as outras relações sociais, seja com o parceiro, seja com os amigos ou os vizinhos.

Ele se foca no trabalho, porém com um sentido de criação. "Estar satisfeito com o que se faz é uma das maneiras essenciais de um ser humano adulto ser saudável, já que o trabalho - que toma a maior parte do dia - certamente tem influência sobre a saúde mental", garante Codo.

O que gera o prazer

O coordenador alerta, entretanto, que, quando o trabalho cai na rotina, algum elemento daquele circuito - o que gera prazer - fica descompensado. Felizmente, a engrenagem "errada" pode ser recolocada no lugar, por meio de novos estímulos ou algumas mudanças de atitude e função, por exemplo.

É claro que há profissões nas quais cair na rotina é mais difícil, como professores, jornalistas, empresários, fazendeiros, agrônomos e médicos, mas isso não significa que outros ramos sejam ruins. Um funcionário público, que muitos logo consideram ter um trabalho chato, pode muito bem se realizar com suas atividades. Basta que as considere importantes. "Todo trabalho tem seu encanto", promete o professor.

fonte: InfoMoney