quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A sós com Deus



“Deixa a vaidade para os fúteis....Fecha atrás de ti a porta e chama a teu Jesus amado. Fecha-te com ele em teu lugar secreto, porque tanta paz em outra parte não acharás”.
(Autor desconhecido)

A solitude é uma das disciplinas espirituais, chamada pelos especialistas no assunto de a primazia entre todas as outras.
Jesus perseguia a solitude. Os evangelhos narram diversas ocasiões onde Jesus, deliberadamente, escolheu se afastar das pessoas e sozinho buscar a presença do Pai.

Nós, seguidores se Cristo, deveríamos então olhar para a solitude como algo essencial para nosso relacionamento com Deus.
Porém temos uma imensa dificuldade de adotar esse hábito em nossa vida. Uns porque têm sido alimentados por um padrão social que consome cada minuto de nossas vidas. Outros porque sozinhos se deparam com nada além de seu vazio existencial. Ainda outros simplesmente porque a solitude exige que repudiemos algo ou alguém.

Mas Cristo nos ajuda a vencer essas barreiras, dando um significado pleno para a solitude.

É lá que somos transformados. Toda a verdade da bíblia só pode provocar mudança em nossa vida se na solitude encontramos o Deus que vivifica Sua palavra.

Também foi na solitude que Jesus encontrou direcionamento para sua vida e seu ministério. Deus pretende nos guiar até nos menores detalhes de nossa vida, e está esperando que nós o consultemos a esse respeito, na intimidade proporcionada pela solitude.

E ainda é na solitude que encontramos cura para nossas almas, muitas vezes feridas e cansadas. Somos abraçados pelo Pai, recebemos de seu amor, o adoramos como devemos e somos completos.

O Pai tem prazer na presença de seus filhos. Assim como na linda figura do filho pródigo, ele está na varanda sempre esperando que escolhamos nos abster desse mundo e ficarmos a sós com Ele, e desfrutarmos apenas de sua presença.

Fabiano Alves é líder de louvor da Comunidade Vineyard de Piratininga

Qual igreja Jesus frequentaria hoje?


Jesus voltou. Dois mil anos se passaram.
Mas Ele não veio em grande poder e glória, veio como Isaías
havia descrito: um homem de aparência inexpressiva, comum demais,
simples demais, humilde demais.

Durante todo esse tempo ensinamos, pregamos, escrevemos sobre tudo o que Jesus disse e fez, mas agora Ele chegou.
Ele está aqui. O quê fazer?
João Batista disse que era mais importante Jesus crescer e ele (João) diminuir.

Mas será que os bispos, missionários, apóstolos, pastores, e tantos outros, estarão dispostos a entregar nas mãos do Mestre suas cadeias de rádio e televisão conseguidas com o Seu nome?
Será que eles descerão dos púlpitos e sentarão nos bancos.
Será que eles deixarão de lado seus títulos e seus cargos, bem como benefícios e mordomias que deles provém?

Eles criaram seus impérios particulares e agora terão que sair para entrar o verdadeiro dono: Jesus.
Mas Jesus não será bem recebido por esses líderes, já não o foi da primeira vez.

Eles perderão, além de cargos e títulos, todo lucro acumulado durante
todos esses anos.
Jesus venderia tudo e daria aos pobres.
Nenhum patrimônio, de nenhuma igreja seria poupado.

Jesus não freqüentaria nenhuma igreja, não pregaria numa grande emissora de rádio ou tv, nem faria uma grande cruzada ou lotaria um estádio de futebol.
Ele não teria tempo para tanto.
Ele estaria ocupado demais ajudando quem realmente precisa, nas ruas, nos bares,nos hospitais, em lugares onde eu ou você jamais entremos.
Foi assim da primeira vez.

Mas sei que ele voltará com um relâmpago que se mostra do oriente até o ocidente, e todo olho o verá.
Pensando bem, não somos nada e nem ninguém para julgar e muito menos condenar os que rejeitaram Jesus em sua primeira vinda, pois nos assemelhamos muito a eles.
Que Deus tenha misericórdia de nós.

Antonio Porto
Itapetininga - SP

Fonte: www.ultimato.com.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Moisés Neves, lider de King's Kids Brasil, sofre acidente


Abaixo texto extraído do site da Jocum Brasil. Vamos orar juntos!

Convocamos a todos os jocumeiros e aos nossos amigos a orarem por Moisés Neves. Ele teve um grave acidente de carro e precisa de sua oração!

Comunicamos à nossa família de ministérios de Jocum e nossos amigos que, lamentavelmente, aconteceu anteontem (28/Jan.) um acidente de carro com Moisés Neves líder da base Pitangui – e Melina – sua filha mais velha.

Moisés, que é um de nossos líderes de JOCUM no Brasil, é o fundador do ministério de King's Kids aqui no País, ministério esse que é um dos mais influentes e poderosos de JOCUM. Moisés talvez tenha sido um dos homens que mais mobilizou, tanto adolescentes quanto crianças, em evangelismo e em missões nos últimos 20 anos!

Ele está hospitalizado, com fraturas nas duas pernas e nos dois braços, além de uma fratura no rosto. Foi difícil conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva – UTI, mas, graças a Deus, ele foi admitido ontem à tarde (29/Jan). Ontem de manhã, ele teve uma parada cardíaca e, agora, está em coma induzido. Seu carro teve perda total. A situação de Melina é estável e ela está fora de risco, mas o quadro do Moisés é muito grave.

A filha mais nova de Moisés tem 10 anos e ele é um influente líder em Jocum hoje. Tem havido muita luta na vida de alguns líderes, com algumas mortes em Jocum Brasil nos últimos anos. Por favor, coloquem-se em oração e peçam pela restauração completa do nosso irmão e amigo Moisés.

Não é apenas a família que precisa dele, mas o nosso País. Moisés, em Jocum Brasil, é o diretor da Base de Pitangui, MG - lugar onde se concentra toda a liderança nacional de King's Kids.

Pedimos sua oração! Por favor, envolva sua base nisso em reuniões extraordinárias se for possível.

Moisés está hospitalizado em Betim-MG, e nossos irmãos de Contagem-MG estão tentando uma transferência para um hospital com mais recursos e melhor infra-estrutura de atendimento clínico.

Caso você seja direcionado por Deus a contribuir financeiramente, por favor, anote os dados bancários:

Banco Bradesco
Márcia Ferrer Neves
Agência: 1862-7
Conta Corrente: 7673-2

Fraternalmente,

Central Mídia – Comunica

Notícias atualizadas diariamente no site da Jocum Brasil através do link http://www.jocum.org.br/noticias.php?noticia=455

Historia do Carnaval


O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo Cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.
Atualmente o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil é considerado um dos mais importantes desfiles do mundo. Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais de Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo e dito o mais português de Portugal, que se mantém popular e fiel à tradição rejeitando o samba e outros estrangeirismos... Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, Queima do Entrudo, Despique entre outras.

HISTÓRIA E ETMOLOGIA

Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Uma outra corrente acredita que a festa iniciou-se com a adoção do calendário cristão.
A festa carnaval teve seus primeiros relatos em Roma XI. Em Roma havia uma festa, a Saturnália, em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada. Actualmente a mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma.
Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como consequência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como o Papa Inocêncio II.
À seqüência do Renascimento o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França (ver Mardi Gras), Itália e Espanha.

CÁLCULO DO DIA DE CARNAVAL

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março, e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa e a quinta-feira do Corpo de Deus ocorre 60 dias após a Páscoa.

Sono

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A natureza humana


Por Caio Fábio

No evangelho de João está dito que Jesus não se “confiava a ninguém, pois Ele bem sabia o que era a natureza humana”.

Foi meu pai quem me chamou atenção para essa passagem quando eu ainda era bem novinho na fé, nos primeiros meses da caminhada.

De fato, algo havia acontecido a uma pessoa que me parecia inatingível por problemas humanos do tipo: luxuria e lascívia — e eu fiquei escandalizado.

“Mas ele é um homem de Deus, prega com unção e sabedoria, sabe a verdade, então, por que isto está acontecendo com ele?” — indaguei mais angustiado com o que poderia acontecer a mim, do que de fato com a própria pessoa. E fui logo ficando revoltado, sem saber que minha raiva dele era medo acerca do que eu mesmo poderia fazer e não queria admitir para minha própria sobrevivência espiritual.

“Meu filho! Você, eu, ele e todos somos da mesma natureza!” — disse-me papai, para, logo a seguir, citar o texto de João acima transcrito.

Hoje eu sei que “a natureza humana” é um diabo.

Comemos daquele fruto e não ficamos semelhantes a Deus, mas sim dessemelhantes Dele e cada vez mais parecidos com o diabo, a quem, segundo Jesus, muitas vezes, buscamos satisfazer aos desejos.

Não existe natureza humana absolutamente transformada na Terra.

Sim! Por mais que alguém tenha consciência de Deus e do Evangelho, e por mais que ame a Jesus, ainda assim a velha natureza está presente, mesmo que inibida pela nova consciência, porém, sempre latente ela espera uma ocasião para se manifestar transformando desejos contidos em possibilidades exeqüíveis e praticáveis.

Quando perguntaram ao ex-presidente Clinton por que ele “usara o charuto” e tivera suas viagens libidinosas com sua então estagiaria, Mônica, ele disse: “Pela mais visceral de todas as razões do poder: Eu podia!”.

Poder concedido à natureza humana sempre desemboca no estimulo à sua manifestação pior que animal.

Sim! Porque o que se manifesta no homem é pior do que qualquer instinto animal. Afinal, os animais têm saciedade e não vão além do que neles já esteja saciado.

No homem, entretanto, não existe saciedade. Ele sempre quer mais... E quando está de barriga cheia, ainda assim quer “estocar”, quer ter como “sobressalente”, quer fazer “poupança” de possibilidades para “outra hora”.

Desse modo, não basta nunca o que se tem como necessário, tem-se que ter para além do necessário. Se eu posso, algo em mim me diz: Então tenha!...

Portanto, o fruto da Árvore do Conhecimento não nos deu saciedade, mas sim insatisfação; e não nos fez conhecedores de nada como Deus [promessa da serpente, não de Deus], mas apenas nos deu a presunção do conhecimento do bem e do mal, colocando-nos tão somente na situação dos que se conflituam entre o bem e o mal sem saberem com certeza o que é um ou o outro, sobrando nesse caso apenas a Lei como determinante de um e de outro.

Como disseram os profetas e o salmista, ambos citados por Paulo em Romanos, "não há quem entenda, nem há quem busque a Deus...", posto que "todos se extraviaram e se desviaram pelo caminho".

Assim, quem se confia à natureza humana se faz maldito, pois, maldito é o homem que põe em outro homem a sua confiança!

A "natureza humana" é corrompida, e feliz é aquele que a ela não se confia ingenuamente.

Todo homem é capaz de tudo, dependendo das circunstancias e do nível de angustia e desespero!

Esta é minha honestidade básica com minha própria queda, e é dessa certeza de fraqueza que posso ser fortalecido pela Graça de Deus que se aperfeiçoa em minha fraqueza consciente, porém, entregue ao Espírito de Deus em quebrantamento.

Pense nisso!

Nele,

Caio
28/01/08
Lago Norte
Brasília
DF

Fonte: www.caiofabio.com

No futebol, como na vida


Por Milton Lucas

No último campeonato amador de Piratininga vimos o time campeão comemorar sua conquista de joelhos, mãos dadas e fazendo orações – ou seriam rezas? Nos jornais e na TV, recentemente, vimos Kaká, levantando o troféu de melhor jogador do mundo, depois de agradecer a Deus pela conquista.

Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Será que Deus importa-se com gols, times ou partidas de futebol? E se os dois times pedirem a ajuda de Deus, quem é que ele vai ouvir?

No futebol, como na vida, nada se consegue sem esforço.

Acompanho o trabalho da escolinha de futebol que conquistou o título amador da cidade e posso dizer pra vocês, esses caras não ficam só orando – ou rezando. Me lembro de chegar lá pra levar meu filho num dos treinos e ver um garoto correndo o tempo todo ao redor do campo, enquanto os outros jogavam. Perguntei o que estava acontecendo e o técnico me disse que ele havia chegado atrasado e essa era a punição: não jogar.

Na vida, como no futebol, precisamos de disciplina e dedicação.

A carreira de Kaká foi muito bem planejada. Desde garoto ele sabia exatamente o que queria da vida e colocou toda sua energia para buscar este objetivo. Tudo aquilo que ele tem alcançado é fruto das sementes que ele plantou. Os gols, os títulos, a fortuna e toda a fama são consequência de uma carreira bem administrada e de muito, muito suor e trabalho.

No futebol, como na vida, a batalha acontece dentro e fora de campo.

Sejam nas conquistas de Kaká ou sejam nas vitórias num campeonato local, existe sempre muita coisa que acontece fora do campo. Além de jogadores, comerciantes, funcionários públicos ou construtores, somos pessoas, somos humanos, temos sentimentos, sonhos, família, uma vida à ser vivida. Aquilo que acontece aqui fora faz muita diferença quando estamos lá dentro, com a bola no pé ou com o problema na mão.

No futebol, como na vida, teremos vitórias e também teremos derrotas

Nossa vida inclui também sofrimentos, perdas, dor. São as dificuldades da vida que nos fazem crescer, nos tornar pessoas melhores. Ninguém gosta de perder, nem de sofrer. Mas sem os problemas nós nunca amadurecemos.

No vida, como no futebol, precisamos colocar em ordem nosso mundo interior.

É aqui que entra a fé do Kaká e a oração – ou será reza? – dos nossos atletas amadores. O esforço, a disciplina, a dedicação e o suor são fundamentais, mas não são suficientes. Na hora das batalhas e das derrotas, precisamos ser fortes. Um prédio pode ser tão alto quanto a qualidade de seu alicerce. Na vida privada encontra-se o sucesso da nossa vida pública.

Não acredito que usar uma camisa ‘I belong to Jesus’ (Eu pertenço a Jesus) ou uma reza – ou oração – possa vencer um jogo de futebol. É preciso treinar, disciplinar-se, suar a camisa, jogar em equipe, submeter-se ao técnico, enfrentar as críticas e os desafios.

Não acredito que professar uma religião ou fazer uma oração – ou reza – possa garatir sucesso nos negócios, na família ou na vida. É preciso esforço, determinação, coragem, honestidade, verdade e uma série de outras virtudes.

Eu acredito sim, que Deus abençoa os nosso empenho e a nossa luta. Creio que em alguns momentos vamos ter conquistas, em outros derrotas. Vamos ter festa e também ter luto na vida. Vamos experimentar coisas boas e coisas difíceis na vida. Mas, em todas as circunstâncias, nunca estaremos sozinhos, Ele estará conosco.

No futebol, como na vida, se fizermos a nossa parte, Deus vai fazer a dele.

‘Se Deus é por nós quem será contra nós?’ Romanos 8.31

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga.

O barco da Salvaçao


Por Edson Sousa

No relato de Gn 6, Deus resolve destruir tudo, porque o homem se tornou muito mau – se afastou de dELE. Vivemos, hoje, dias semelhantes, senão piores, aos dias de Noé.
Deus vê os maus e os bons, e o que sustenta o mundo são os bons, pois Deus honra a fidelidade dos seus filhos e o mundo não perece por causa disso. E o mal só cresce porque as pessoas estão se afastando de Deus. Não existe bondade, justiça e amor, sem a presença de Deus. Os maus (ou aqueles que vivem longe de Deus,e ignorando Sua vontade) vivem como se a vida fosse ser sempre assim. Deus precisava de um bom modelo em meio a uma sociedade tão corrompida. E ele encontrou no caráter de Noé qualidades que lhe agradavam e que eram importantes para a missão que Ele queria fazer. Noé era um homem justo, integro, andava com Deus e era obediente. Não era perfeito e não era capacitado para a obra que Deus queria fazer, mas se sujeitou sem nenhuma argumentação. São pessoas assim que Deus procura, dispostas a confiar na provisão dEle. Deus estava triste com a humanidade, e a Sua justiça exigia uma medida drástica. Essa medida consistia em destruir toda a criação. Essa era a razão da tristeza de Deus, ter que desfazer aquilo que fizera e que era bom e muito bom. Mas além de justo, Deus é misericordioso. Noé sabia que o mundo ia acabar. Deus esperava que Noé proclamasse essa noticia aos seus contemporâneos. Durante a construção do barco, certamente as pessoas seriam despertadas à curiosidade. Era a oportunidade de Noé falar de Deus e do Seu plano de salvação. Seriam 120 anos de pregação. E Deus tinha a expectativa de que durante esse período as pessoas pudessem se converter de seus maus caminhos. Mas isso não aconteceu. Talvez devido a incredulidade do povo ou porque Noé só se preocupou em construir a arca, ou as duas coisas. E assim se fez necessário usar o plano B. A arca seria usada para salvar a criação.

Podemos aprender muitas coisas com Noé e sua história:

- Deus procura pessoas íntegras, que tenham comunhão com Ele e sejam obedientes
- Deus espera que façamos muitos mais do que Ele nos revelou ao nosso chamado
- Toda a capacitação e provisão vem dEle, é preciso confiar cegamente
- Não podemos nos abalar com críticas, o trabalho preciso ser feito
- Nunca é tarde para servir a Deus, Noé foii chamado com 480 anos
- O mundo precisa de Deus, e Deus quer salvar o mundo (plano A ou plano B)
- Nosso trabalho pode demorar a dar frutos, não podemos nunca desistir
- Servir a Deus é servir pessoas. Noé serviu a Deus, mas parece ter esquecido de servir as pessoas.
- Ninguém é perfeito para servir a Deus, mas todos podem perfeitamente servir a Deus, fazendo o seu melhor.
- Deus não nos chama para nosso bem estar, construir a “arca” é cansativo, demorado, pode trazer dores, decepções e muito mau cheiro.

Jesus construiu um novo barco para salvar o mundo: a igreja.
E chama todos aqueles que confessam seu nome para ajudarem encher esse barco.
Esse barco não tem limite. Um dia ele virá para levar esse barco embora, e assim como nos tempos de Noé, quem estiver fora do barco será destruído.
Nossa função no barco não é buscar nosso conforto e salvação, mas enche-lo com mais gente possível. Essa é ordem do capitão do barco

Edson Sousa é um dos líderes da Comunidade Vineyard de Piratininga

Vineyard Piratininga no Jesus Vida Verao

No dia 19 de janeiro a equipe de música da Vineyard Piratininga participou no Jesus Vida Verão, o maior evento gospel de praia da América Latina. Mais de 40.000 pessoas estavam presentes e cantaram com nossa banda músicas como 'Senhor te quero', 'Vem esta é a hora' e 'Mais que tudo'.

Nomes diferentes de igrejas

Vejam esses nomes interessantes de igrejas evangélicas listadas lá no site Adorarei.com. E ACREDITEM, ELAS EXISTEM!!!!!

. Igreja Evangélica Florzinha de Jesus (Londrina - PR)
. Igreja Pentecostal Trombeta de Deus (Samambaia - DF)
. Igreja Pentecostal Alarido de Deus (Anápolis - GO)
. Igreja Pentecostal Esconderijo do Altíssimo (Anápolis - GO)
. Igreja Batista Coluna de Fogo (Belo Horizonte - MG)
. Igreja de Deus que se Reúne nas Casas (Itaúna - MG)
. Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei (Poços de Caldas - MG)
. Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia (Uberlândia - MG)
. Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará (Contagem - MG)
. Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo (Três Lagoas - MS)
. Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém (Belém - PA)
. Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos (João Pessoa - PB)
. Igreja Evangélica Explosão da Fé (Belford Roxo - RJ)
. Igreja Evangélica Vida Profunda (Itaperuna - RJ)
. Igreja Pentecostal do Fogo Azul (Duque de Caxias - RJ)
. Igreja Pentecostal o Poder de Deus é Fogo (Rio de Janeiro - RJ)
. Ministério Favos de Mel (Rio de Janeiro - RJ)
. Igreja Evangélica Pentecostal Labaredas de Fogo (Rio de Janeiro - RJ)
. Igreja a Serpente de Moisés, a que Engoliu as Outras (Rio de Janeiro - RJ)
. Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes (Rio de Janeiro - RJ)
. Igreja Pentecostal Assembléia dos Santos (Rio de Janeiro - RJ)
. Templo Evangélico da Sétima Trombeta (Rio de Janeiro - RJ)
. Igreja Primitiva do Senhor (Campos - RJ)
. Igreja Evangélica Universal Jesus Breve Vem (Vilhena - ES)
. Igreja Pentecostal Remidos do Senhor no Brasil (Pimenta Bueno - RO)
. Igreja de Jesus Cristo no Universo (Porto Velho - RO)
. Assembléia de Deus da Reforma Universal (Porto Alegre - RS)
. Igreja Atual dos Últimos Dias (Araras - SP)
. Igreja Cristã Pentecostal Universal Sarça Ardente (Cabreuva - SP)
. Igreja Despertai Para Jesus (São Vicente - SP)
. Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos (Itapecirica da Serra - SP)
. Igreja do Evangelho Triangular no Brasil (Sertãozinho - SP)
. Igreja Evangélica Facho de Luz (São Bernardo do Campo - SP)
. Igreja Pentecostal Barco da Salvação (Mauá - SP)
. Igreja Pentecostal Jesus Vem e Vencerá pela Fé (São Paulo - SP)
. Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo (São Paulo - SP)
. Igreja Pentecostal Jesus Vem Você Fica (São Paulo - SP)
. Igreja Lugar Forte (São Paulo - SP)
. Igreja Pentecostal o Senhor Pelejará por Vós (Santo André - SP)
. Igreja Pentecostal Povo de Deus Marcha (Orlândia - SP)
. Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação (Presidente Prudente - SP)
. Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo (São Paulo - SP)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Workaholic versus worklover


Todas as pessoas que trabalham em demasia são workaholics? Não. Pesquisadores do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB (Universidade de Brasília), integrado por psicólogos, médicos e especialistas em ergonomia, desmistificaram essa crença disseminada na sociedade ao descobrir os worklovers.

São pessoas que acordam cedo, dedicam entre 10 e 12 horas do seu dia ao trabalho e, apesar disso, não se importam. Ao final do dia, elas costumam voltar felizes para casa, sem ficar sofrendo pelo dia de amanhã, que demandará muito trabalho.

Para muita gente, não existem pessoas assim, ou, se elas existirem, são insanas. No entanto, de acordo com os pesquisadores que estudam há anos a relação entre trabalho e prazer, os worklovers são reais, pessoas de carne e osso.

Workaholic versus worklover

O workaholic é aquele que é tão viciado no trabalho que acaba deixando até a saúde de lado. Ele se utiliza do trabalho para fugir da vida, de problemas de cunho pessoal. Em geral, sua vida amorosa, sexual ou familiar não é satisfatória. Muitas vezes, essa pessoa também tem poucos amigos ou dificuldade de se relacionar.

Como outros termos, a exemplo de estresse, síndrome do pânico e LER, workaholic virou moda. "Todo mundo que trabalha muito é taxado de workaholic", afirma o professor Wanderley Codo, coordenador do Laboratório de Psicologia do Trabalho.

No entanto, um grande número de pessoas se dedica muito à profissão, mas com prazer. Elas trabalham para viver e não vivem para trabalhar. Aliás, fora do escritório, a vida do worklover é boa. E a realização profissional até o ajuda em todas as outras relações sociais, seja com o parceiro, seja com os amigos ou os vizinhos.

Ele se foca no trabalho, porém com um sentido de criação. "Estar satisfeito com o que se faz é uma das maneiras essenciais de um ser humano adulto ser saudável, já que o trabalho - que toma a maior parte do dia - certamente tem influência sobre a saúde mental", garante Codo.

O que gera o prazer

O coordenador alerta, entretanto, que, quando o trabalho cai na rotina, algum elemento daquele circuito - o que gera prazer - fica descompensado. Felizmente, a engrenagem "errada" pode ser recolocada no lugar, por meio de novos estímulos ou algumas mudanças de atitude e função, por exemplo.

É claro que há profissões nas quais cair na rotina é mais difícil, como professores, jornalistas, empresários, fazendeiros, agrônomos e médicos, mas isso não significa que outros ramos sejam ruins. Um funcionário público, que muitos logo consideram ter um trabalho chato, pode muito bem se realizar com suas atividades. Basta que as considere importantes. "Todo trabalho tem seu encanto", promete o professor.

fonte: InfoMoney

Integridade, excelencia e focalizacao


Por Fabiano Alves

Esses três valores formam o alicerce de uma postura a qual todo cristão deveria tomar para si, se deseja de fato ser frutífero e produtivo para o Reino de Deus.

Integridade não é um conceito novo, mas conhecer o conceito não quer dizer tê-lo como objetivo na vida. Daniel 6:1-5 nos conta a história de homem de Deus fantástico, que foi investigado por uma corja de políticos da sua época, que procuravam achar em sua vida alguma falha pela qual pudessem acusá-lo. E eles devem ter levado essa investigação muito a sério. O incrível é que eles não acharam nada de errado na administração e na vida de Daniel. Isso é integridade. Se de fato desejarmos ver Deus agir em nossa vida e através dela, devemos nos santificar, buscando ser íntegros em tudo.

Excelência também faz parte dessa postura. O texto de 2 Pe 1:5 nos recomenda:..."Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude"...

Fé e virtude caminham juntas, e não se excluem. Somos chamados a ser como nosso Pai, excelentes em tudo o que fazemos. Desde a escola muitos de nós nos acostumamos a estar dentro da média apenas, e estabelecemos nossos próprios limites. Creio que Deus nos usaria muito mais se ousássemos ser excelentes, e desafiar nossas limitações, acreditando no chamado de Deus e em seu poder para nos levar além.

Eclesiastes 9:10 ainda nos recomenda e fazermos o que tivermos a mão para fazer com toda nossa força. Na igreja precisamos de excelentes cantores, excelentes pregadores, excelentes professores, excelentes recepcionistas, excelentes discipuladores, etc...

O texto de 2 Pedro ainda nos ensina sobre focalização. O versículo dez diz: "Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão".

O princípio aqui é simples. Todos temos um chamado, uma eleição em Cristo Jesus para através dela servirmos o seu Reino. Devemos descobri-la, e lutarmos por ela. Não se pode ser excelente em várias coisas ao mesmo tempo.

Se cada um cumprir com excelência seu papel dentro do Reino, mantendo sua integridade e santificação, nossas igrejas serão cada vez mais lugares da ação Divina do Espírito Santo, e muitas vidas se renderão aos pés do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Fabiano Alves é líder de louvor da Comunidade Vineyard de Piratininga

Principe Caspian estreia em 16 de maio

"Príncipe Caspian", a segunda adaptação ao cinema da série de livros infantis de C.S. Lewis "As Crônicas de Narnia", acaba de divulgar na internet seu primeiro e empolgante trailer, repleto de efeitos e criaturas, depois de uma première no Disney Channel

(Fonte: Omelete / Nárnia Brasil) - A prévia começa em Londres, mas não demora a se transferir para a terra mágica de Nárnia - agora em ruínas. É que apenas um ano se passou para os irmãos Pevensie, mas 1300 anos de história transcorreram naquela dimensão, agora dominada pelos telmarinos, que baniram os animais falantes e as criaturas mitológicas. Assim, Narnia precisa novamente da ajuda dos irmãos. Curiosamente, é um legítimo herdeiro dos telmarinos, Caspian, quem clama pelos reis em nome da antiga magia de Narnia.

O filme estréia em 16 de maio de 2008.

Veja o trailer abaixo (Dublado):

Saiba mais sobre C.S. Lewis o autor das Cronicas de Narnia


Clive Staples Lewis (29 de Novembro, 1898 – 22 de Novembro, 1963), chamado de C. S. Lewis. É conhecido mundialmente por ter sido um ateísta que, após sua conversão ao cristianismo, veio a se tornar um dos maiores escritores cristãos do século XX.

(Fonte: Wikipedia) - Lewis tem sido chamado o porta-voz não oficial do cristianismo, que ele soube divulgar de forma magistral, através de seus livros e palestras, onde ele apresenta sua crença na verdade literal das Escrituras Sagradas, sobre o Filho de Deus, sua vida, morte e ressurreição. Isto foi certamente verdade durante sua vida, mais de forma ainda mais evidente, após a sua morte.

Tornou-se popular durante a II Guerra Mundial, por suas palestras transmitidas pelo rádio e por seus escritos, sendo chamado de "apóstolo dos céticos", especialmente nos Estados Unidos. Foi chamado até de "Elvis Presley evangélico" devido à sua popularidade. Suas palestras tocavam profundamente seus ouvintes da rádio BBC de Londres. Na sua última palestra "O Novo Homem", Lewis disse: "Olhe para você, e você vai encontrar em toda a longa jornada de sua vida apenas ódio, solidão, desespero, ruína e decadência. Mas olhe para Cristo e você vai encontrá-Lo, e com Ele tudo o mais que você necessita".

Lewis notabilizou-se por uma inteligência privilegiada, e por um estilo espirituoso e imaginativo. "O Regresso do Peregrino", publicado em 1933, "O Problema do Sofrimento" (1940), "Milagres" (1947), e "Cartas de um diabo ao seu aprendiz" (1942), são provavelmente suas obras mais conhecidas. Escreveu também uma trilogia de ficção científico-religiosa: "Longe do Planeta Silencioso" (1938), "Perelandra" (1943), e "That Hideous Strength" (1945). Para crianças ele escreveu uma série de fábulas, começando com "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" em 1950. Assim surgiram as "Crônicas de Nárnia". Sua autobiografia, "Surpreendido pela Alegria", foi publicada em 1955

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eu sou a lenda



Lembraremos da mensagem ou da adrenalina?

Será que um filme sobre zumbis comedores de gente pode ter alguma utilidade positiva além de fazer o sangue circular mais rápido? Por incrível que pareça, ”Eu sou a lenda” prova que sim. Nessa adaptação de um livro de 1954, Will Smith interpreta o cientista Robert Neville, a única pessoa imune a um vírus que transformou toda a raça humana em mortos-vivos antropófagos. E como ele aparentemente é o último homem sobre a Terra, Neville é o petisco mais cobiçado pelos monstrengos. A luta para continuar vivo enquanto combate os zumbis, a solidão, a desesperança e o desespero dão a tônica ao filme.

O tal vírus é fruto de um erro humano: na tentativa de desenvolver uma vacina contra todas doenças letais, pesquisadores acabam criando o microorganismo maligno. Isso gera reflexões interessantes sobre até onde a criatura pode interferir na obra do Criador. Que, aliás, é lembrado em diversos momentos da história. Quando a família de Neville entra em um helicóptero, por exemplo, todos oram a Deus em conjunto.

Mas a presença de Deus em “Eu sou a lenda” é apresentada de modo bem mais sofisticado do que simplesmente nessa referência. Os conceitos de fé e sacrifício redentor são, ao final, o cerne da história. Neville tipifica uma figura messiânica, o único que pode salvar toda a humanidade, consumida e distorcida por um mal que transforma todos em seres malignos - metaforicamente, o pecado. A luta do cientista para alcançar seus objetivos demora três anos e exige, literalmente, o derramamento de seu próprio sangue. Uma imagem que pode servir para os jovens como uma ilustração futurista do sacrifício de Jesus.

Em certo momento, alguém diz ao herói: ”Foi a vontade de Deus que nos encontrássemos. Se escutarmos, podemos ouvir o plano de Deus”. Ao que o abalado Neville responde: ”Não há Deus! Não há Deus!”. Epa! Mas calma, quando a situação parece que não pode ficar pior, ele muda de idéia. A ponto de dizer a certa altura: ”Deus não fez isso, nós fizemos”. E fica claro que ele estava sendo usado pelo Senhor para ajudar a humanidade.

Tecnicamente, “Eu sou a lenda” é fantástico. Os especialistas em computação gráfica conseguiram transformar Nova York numa cidade mais ao estilo “Mad Max”, inóspita e apocalítica, do que a simplesmente deserta Londres de ”Extermínio”, filme de zumbis que segue a mesma linha. A transformação das pessoas em mortos-vivos é outro primor. E a interpretação de Will Smith não deixa nada a desejar aos seus melhores filmes de ação, como ”Eu, robô”, ”Independence Day” e ”Homens de Preto”. Smith tem sempre a capacidade de criar personagens cheios de estamina, que todos gostaríamos de ter como irmãos mais velhos.

Mas que ninguém se engane: como todo filme de zumbis, há muita violência e carnificina. Algumas cenas são de uma tensão atroz e, no todo, “Eu sou a lenda” é um longa-metragem bem assustador, o que o desqualifica para crianças e pessoas sensíveis ou cardíacas. A questão que permanece é que a adrenalina é tão elevada que provavelmente as reflexões filosóficas e messiânicas do filme podem passar despercebidas do grande público. Tomara que ”Eu sou a lenda” provoque mais do que um aglomerado de sustos e gritos: torcemos para que leve o público a uma reflexão sobre o mal que consome a humanidade e o único redentor capaz de salvá-la. Senão, este será apenas mais um entre tantos filmes de zumbis comilões.

Maurício Zágari Tupinambá

Fonte: CINEGOSPEL

Veja o trailer clicando abaixo:


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Curso breve de Teologia da Prosperidade e Batalha Espiritual



1. Amém? Está fraco: AMÉM?
2. Quem quer receber bênção de Deus hoje, levante a mão.
3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é...
4. Meu irmão, você nasceu pra ser cabeça, e não cauda!
5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.
6. O Diabo quer lhe destruir.
7. Estou vendo uma obra de bruxaria em sua vida.
8. Vamos quebrar as setas inimigas.
9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.
10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.
11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.
12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.
13. Nós somos um povo que não conhece derrota.
14. Venha para Jesus e pare de sofrer.
15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.
16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.
17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.
18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.
19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.
20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.
21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de...
22. Estamos num mover apostólico e o avivamento brasileiro é igual ao do livro de Atos.
23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.
24. Fiquemos de pé para receber o Grande Homem de Deus, com uma salva de palmas.
25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, somente direi: Eu amo cada um de vocês!
26. O Reino de Deus precisa de um candidato; elegemos nosso irmão que vai fazer a diferença.
27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.
28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.
29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai, pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.
30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.
31. Tudo é bijuteria, só Deus é jóia.
32. Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.
33. Este carro ficará desgovernado em caso de arrebatamento.
34. Cuidado olhinho no que vê, cuidado mãozinha no que pega, o nosso Pai do céu está olhando pra você”!
35. Olhe para o seu irmão do lado e diga: Eu amo você!
(Ricardo Gondim)

A fé, grana e a maldade da imprensa


Mensagem enviada pelo jornalista Carlos Fernandes à revista Carta Capital.

Acompanho as peripécias do casal Estevam e Sônia Hernandes com bastante interesse desde 1996. Como evangélico, incomoda-me profundamente o estilo de vida fútil e nababesco ostentado pela dupla que comanda a Igreja Apostólica Renascer em Cristo. Em nenhum momento sinto-me representado espiritualmente por gente com esse tipo de conduta.

Embora ainda faltem provas definitivas do desvio de recursos daquela comunidade para os cofres da família Hernandes, há indícios suficientes para se desconfiar de que, na Renascer, a pregação da chamada teologia da prosperidade promova, apenas, a prosperidade de uns poucos privilegiados.

Contudo, a reportagem 
Fé, família, dinheiro, publicada na edição n.º 478 de Carta Capital, ultrapassa acintosamente a linha da boa isenção jornalística. A matéria parte do pressuposto, sequer avaliado pela Justiça, de que o jogador Kaká tem algum tipo de ligação perigosa com possíveis negócios escusos da Renascer. Pior ainda – dá espaço exagerado às indagações de um magistrado que pretende questionar o atleta acerca das doações que faz à igreja a que pertence.

Ora, devemos então entrar no pantanoso terreno do cerceamento às liberdades individuais? Se Kaká deseja doar 2 milhões de dólares, seus troféus ou bens de qualquer natureza à igreja, não há o que se condenar nisso – desde que tais recursos tenham origem definida e, no que cabe, tenham sido tributados.

A arrecadação de dízimos e ofertas é tradição milenar da Igreja Cristã, tanto no catolicismo quanto no protestantismo. Deve-se questionar, isso sim – e, neste caso, o Ministério Público o tem feito –, se a destinação das doações não é a conta particular dos dirigentes religiosos e se não há lavagem de dinheiro dentro das igrejas, que gozam benefícios oriundos de renúncia fiscal.

Por outro lado, a citação aos desentendimentos familiares entre a mulher e a sogra do craque, bem como sua opção por manter a virgindade até o casamento, nada acrescentam ao tema da matéria senão a intenção, explícita dentro e fora das entrelinhas, de ridicularizar a fé dos crentes.

Por favor, acertem o alvo na próxima matéria. Os desdobramentos dos fatos podem até demonstrar, eventualmente, que Kaká está envolvido em alguma falcatrua. Então, que se apure, cheque e publique. Mas não será estereotipando a fé das pessoas, nem suas opções pessoais ou preferências religiosas, que 
Carta Capital trará boa informação ao leitor. Isso sem falar que o box da página 28 já deixa claro que a revista decidiu quem tem razão no imbróglio entre Kaká e a revista G Magazine...

Carlos Fernandes

Cristianismo criativo?



Entrevista com Steve Turner, autor do livro Cristianismo Criativo?

Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do cinema, da TV e pare.

Pense e imagine tudo isso sendo elaborado por cristãos. Que impacto teria na sociedade? A igreja ignoraria Shakespeare por escrever Romeu e Julieta, Hamlet ou Macbeth? Ou se orgulharia do dramaturgo da mesma forma que enche a boca para dizer ao mundo que C.S.Lewis, o escritor de Crônicas de Nárnia, era cristão?

Steve Turner é autor do livro Cristianismo Criativo? (W4 Editora) e defende a idéia de que o artista não precisa sacralizar sua arte para ser aceito pela comunidade cristã quando se converte ao Evangelho. Para ele, a arte cristã deve ser estendida e propagada para além dos templos. E, ao lançar este desafio aos artistas – o de continuarem produzindo arte secular, leva em consideração apenas a importância do testemunho e da ética cristã. Ele quer ver os cristãos revolucionando a arte contemporânea, embora não espere que esta mesma arte, por si só, converta pessoas, mas espera que ela seja boa o suficiente para despertar no apreciador da obra de arte o interesse pela vida e pelo testemunho de seu autor. “Esta é uma das chances de ser luz nas trevas. Se não estamos presentes nas artes, negamos às pessoas a oportunidade de se depararem com a nossa perspectiva”, diz ele.

Esse escritor inglês, residente em Londres e membro da igreja All Souls, em Langham Place, é também jornalista, poeta, crítico musical e consultor de empresas na América e na Europa. É colaborador das revistas Rolling Stone, Q, Christianity Today, e dos jornais The Mail on Sunday e The Times. Dentre seus vários livros estão Hungry for Heaven, Conversation with Eric Clapton, U2: Hattle and Hum, Van Morrison: Too Late to Stop Now e The Gospel According to the Beatles, entre outros. Também escreveu alguns livros infantis, sendo o primeiro deles The Day I Feel Down the Toiled, que já vendeu 120 mil cópias. Por telefone, a reportagem de Enfoque conseguiu conversar com Turner e, de suas idéias um tanto incomuns, elaborou a entrevista que segue abaixo.

ENFOQUE – Em seu livro Cristianismo Criativo?, você critica a música gospel pela delimitação e pela falta de criatividade nos assuntos tratados. De certa forma, você sugere que a música também caminhe para uma visão de mundo cristã, isto é, com letras que protestem contra o aborto, peçam o cancelamento da dívida dos países do Terceiro Mundo, dignifiquem o trabalho de um limpador de rua, etc. Além dessas idéias, que caminhos um músico cristão deve seguir para desenvolver a criatividade com sabedoria?


STEVE TURNER – O primeiro artista citado na Bíblia é Bezalel, filho de Uri (Ex 35.31). Ele diz que o espírito de Deus o presenteou com habilidade, sabedoria e conhecimento. Da mesma forma, nós precisamos de todas essas coisas. A habilidade é básica e esta você precisa desenvolver. O conhecimento você adquire através do estudo. E quando falo de conhecimento, também me refiro a um nível mais profundo de discernimento. A sabedoria, diz a Bíblia, começa com respeito e temor a Deus. Então, como artista, é necessário ter todas essas características, pois o ofício em si não é suficiente. 


ENFOQUE – Como um músico cristão pode ser relevante na igreja e na sociedade? O que você acha de o músico cristão tocar fora da igreja?


STEVE TURNER – Se um músico fosse se converter, sua primeira reação provavelmente seria dizer: “Agora eu quero utilizar a bênção que recebi para o serviço de Deus”. Ótimo, mas no entendimento instantâneo das pessoas, ele provavelmente começará a cantar músicas evangélicas, especialmente em igrejas. Agora, se um encanador se torna cristão, nós não temos a tendência de pensar que ele só fará reparos no encanamento de igrejas. Então, eu quero encorajar os artistas que se convertem que considerem o fato de permanecerem onde estão, mas com uma atitude renovada em relação ao seu trabalho. Se todos os artistas que se tornarem cristãos se envolverem somente com o evangelismo, de modo geral, eles estarão negando sua cultura e os benefícios de sua habilidade e sua capacidade criativa. 


ENFOQUE – Você diz que cresceu “dentro de um evangelicalismo que não preparava as pessoas para um papel dinâmico na cultura secular”. Como você considera a formação do cristão contemporâneo em relação a esta preparação? 


STEVE TURNER – A coisa boa a respeito da maneira como fui criado é que nos foi passado um grande conhecimento das Sagradas Escrituras e isso realmente nos marcou, pois percebemos que nossa relação com Deus era a coisa mais importante. Havia uma série de condenações, como o cinema, por exemplo, entre outras coisas. No entanto, sou até capaz de aceitar que aquilo era uma tentativa, embora discutível, de aplicar os valores bíblicos à cultura. Hoje em dia, o problema em ser mais liberal com relação a essas proibições é que isso pode tornar as pessoas meras consumidoras da cultura secular. Não há uma tentativa de filtrar a cultura através de um entendimento bíblico. Aliás, o conhecimento bíblico de hoje é muito superficial. Uma vez alguém me disse: “O cristianismo norte-americano tem 5 quilômetros de extensão e meio centímetro de profundidade”. 


ENFOQUE – Você se opõe à idéia de separação entre a vida secular e a vida espiritual. Quais são os seus argumentos?


STEVE TURNER – Era a filosofia grega, especialmente Platão, que separava o sagrado do secular. Ele achava que o corpo humano e suas necessidades nos impediam de obter uma maior aproximação de Deus. Os cristãos adotaram essa postura e agem como se a coisa mais importante da vida fosse orar, ler a Bíblia e louvar. Agem como se comer, amar, brincar e trabalhar fossem nada mais que intrusos em nossa vida. A visão da Bíblia é que Deus nos criou para amar e orar, para comer e louvar, para brincar e evangelizar. Ele nos vê como pessoas completas e gosta de nos ver integrados nessas atividades. O resultado desse pensamento culposo é que os cristãos têm uma ideologia de oração e gerenciamento de igrejas, mas não de trabalho e lazer.

ENFOQUE – Inegavelmente, a arte pode ser vista como manifestação de rebeldia e descontentamento em relação às regras ou a um sistema por completo. Através dela é possível brincar com o perigo sem risco direto. As palavras podem não representar o óbvio e, assim, “muito belo” pode significar “muito feio”, enfim. A arte concede ao artista a oportunidade de expressar sentimentos e pensamentos, sem medo de represálias. 


ENFOQUE - Em relação ao estigma de que "todo artista é rebelde”, qual é a sua contraposição?


STEVE TURNER – Penso que os artistas são mais idealistas do que propriamente rebeldes. Eles costumam idealizar uma sociedade perfeita porque têm imaginação para isso. E, também, pelo fato de que normalmente trabalham sozinhos, não tendo, assim, a mesma mentalidade das pessoas que trabalham em uma empresa. Eles não têm que obedecer às mesmas regras e códigos de conduta. Alguns artistas desenvolvem uma espécie de “rebeldia aceitável” – aquele tipo de rebeldia que não chega a incomodar a sociedade, mas que ao final é recompensada pela mesma. 


ENFOQUE – A arte dramática está entre as maiores oposições do cristianismo. Jovens que sonham com as carreiras de atores e atrizes seculares, não raro, são aconselhados por líderes a desistirem de seus objetivos. O principal argumento é de que essas práticas, desde as primeiras oficinas, exigem do artista representações físicas impróprias ao cristão. Alguns desistem dos sonhos e dificilmente superam a frustração. Muitos se auto-reprimem, outros abandonam a fé. Como conhecedor das influências do mundo artístico, qual a sua posição frente à inclusão do cristão nas artes dramáticas?


STEVE TURNER – Atores encarnam personagens criados pela mente do autor e isso é realmente complicado, porque não é comum encontrar um escritor que crie personagens que façam o intérprete cristão se sentir cem por cento à vontade. Quando falamos sobre o que um autor deve ou não fazer no palco, acho que a coisa mais importante é a mensagem do filme ou peça teatral. A mensagem de Macbeth, por exemplo, é mostrar o que acontece quando você permite que o demônio domine suas ações. Agora, para representar bem esse tipo de papel, você tem que encarnar o personagem. Acho que os cristãos deveriam analisar melhor a questão da idolatria e não se aterem à tentativa de ser como Deus.


ENFOQUE – E quanto à questão do beijo, ou fazer um papel sensual? Você acha que é inadmissível perante a fé cristã? É possível atuar em uma peça escrita por um dramaturgo não cristão? Se sua resposta for não, você acha que os atores e atrizes cristãos deveriam desistir de seus sonhos?


STEVE TURNER – Nós não devemos pensar em “temas cristãos”. Deveríamos pensar em verdade e excelência. Quando pensamos em temas cristãos, nos vêm à mente histórias bíblicas e histórias de pecado, arrependimento e conversão. Hanz Rookmaaker, um estudioso da história da arte, costumava dizer que deveríamos questionar toda e qualquer obra artística com as seguintes perguntas: “Ela é boa tecnicamente?”, “Tem integridade?”, “É verdadeira?”. Algumas músicas dos Rolling Stones ou da Madonna podem passar nesses três critérios, enquanto alguns hinos podem falhar em um ou dois. Se eu leio um poema, não me pergunto se ele é cristão, mas se foi bem escrito, se o autor atingiu seu objetivo ou se tem coerência com a verdade da maneira que eu a conheço. As pessoas devem lembrar que os artistas normalmente não são chamados a serem evangélicos; logo, não podem ser julgados de acordo com esses padrões. Uma pintura ou uma dança não é um sermão disfarçado. De que maneira um médico cristão poderia ser julgado? Pelo número de pessoas que ele evangelizou? É claro que não! Julgamos um médico pela sua capacidade de diagnóstico, bem como por sua competência em tratar doenças e também pela maneira de lidar com os pacientes.


ENFOQUE – Cristianismo e moda sempre estiveram separados por um precipício denominado “vaidade”. Esta é outra área da arte em que a presença do cristão é praticamente nula. Os comentários de que o homossexualismo e a prostituição povoam os bastidores, sobretudo em início de carreira, sustentam o preconceito. Você vê alguma objeção em um cristão desfilar nas passarelas do mundo fashion? 


STEVE TURNER – Eu sei que há cristãos trabalhando no mundo fashion aqui em Londres, em Nova York, em Los Angeles... Acho que eles deveriam ler o que a Bíblia diz sobre as roupas. Em primeiro lugar, precisamos de roupas para cobrir a nossa nudez (Gn 3.21). Em segundo, há um valor de beleza e estilo naquilo que Deus criou. Veja como Deus cobriu os animais e as flores. Em terceiro lugar, não devemos ser provocativos, nem fazer com que os outros tenham pensamentos libidinosos. Em quarto, não devemos sugerir que a beleza exterior é mais importante que a beleza interior (Pe 3.3; 4.1; Tm 2.9-10). Em quinto, não devemos ostentar roupas caras enquanto outros não têm o que vestir. E, finalmente, não devemos usar roupas para elevar o nosso ego nem para nos sentirmos superiores em relação aos outros. Nunca estudei moda especificamente, mas esses pensamentos vêm à tona à medida que respondo a essas perguntas. A Bíblia apenas nos dá orientação, por isso é muito emocionante poder colocar esses ensinamentos em prática. Há inúmeros exemplos de grupos que pensam que o vestuário cristão significa usar roupas que não reflitam nenhum traço de personalidade, fazendo-as lúgubres e sem forma, mas eu não acho que essa seja a aplicação correta desses princípios.Sobre a questão da prostituição e do homossexualismo, não concordo que isso necessariamente faça parte do mundo fashion. Você não tem que ter nenhum vício nem estar propenso a algum tipo de pecado para ser capaz de elaborar roupas. Talvez a pergunta seja: se há tantas pessoas no mundo da moda, isso o torna um meio perigoso? Depende do quão suscetível às influências um cristão possa ser. Você precisa ser realista no que diz respeito à sua fraqueza. As pessoas costumavam dizer que os teatros eram pontos de encontro de prostitutas, razão pela qual os puritanos tentaram fechá-los. Ninguém diria isso hoje em dia. Se houvesse mais cristãos no mundo, talvez fossem as prostitutas que estivessem mais preocupadas com o próprio espaço nesse universo. O vestuário é algo fundamental, por isso o seu processo de criação e fabricação deve ser algo bom, não havendo razão alguma pela qual algum pecado em particular deva integrar o mundo fashion. 


ENFOQUE – Quais são as maiores demonstrações de criatividade na Bíblia?


STEVE TUNER – A Bíblia em si. A mistura de história, oração, música, poesia, biografia, leis, cartas e visões é que criam esse “livro” tão especial.


ENFOQUE – Como os cristãos podem se mostrar eficientes nas artes?


STEVE TURNER – Da mesma maneira que não-cristãos tornam-se bons em alguma arte. Aprendendo com o passado, aprendendo com o seu ofício, absorvendo tudo o que é possível, sendo aberto a críticas, conhecendo-se a si próprio e desenvolvendo uma visão mais abrangente de mundo. Há um erro comum que consiste no fato de as pessoas imaginarem que os cristãos buscam evitar o trabalho árduo, limitando-se a orar. Há muita verdade no ditado que diz “Deus ajuda quem cedo madruga”. Paulo estudou as Sagradas Escrituras até que Deus o acolheu como preciosa matéria-prima e fez dele uma pessoa fundamental na história cristã. 


ENFOQUE – Quando a arte é prejudicial à vida cristã?


STEVE TURNER – A arte pode ser perigosa, assim como a comédia. Ela ultrapassa o nosso sistema de defesa. Nós entramos em contato com uma idéia que não pode ser refutada. Contudo, se algo é considerado como obra de arte, nós a imaginamos como sendo moralmente neutra, mesmo que ela tenha, de forma discreta, elementos que vão de encontro a nossos princípios morais.


ENFOQUE – Qual a melhor forma de utilizar a arte na igreja?


STEVE TURNER – As artes já são utilizadas na igreja, quando entoamos uma canção, assistimos a um vídeo ou construímos uma nova igreja. Nessas três citações utilizamos a mão-de-obra desses artistas. Por isso, cristãos que são artistas podem sempre melhorar a qualidade de tudo, desde capas de livros, músicas ou revistas cristãs. Desde que haja cristãos trabalhando no meio artístico, acho salutar que a igreja crie possibilidades de discussão. A Igreja ora pelos artistas. Ela é capaz de os entender, encorajar e ouvir, pois os artistas estão em mais freqüente harmonia com suas respectivas culturas. No entanto, não vejo o trabalho dos artistas na cultura como algo que deva ser organizado pela igreja. Quando realizo o meu trabalho, sou como o encanador ou o médico cristão. Busco entender meu próprio trabalho da maneira cristã de fazê-lo e eu acho que estou indo bem.


ENFOQUE – Atualmente têm surgido, em especial em países de primeiro mundo como Estados Unidos, Austrália e Europa, as chamadas Igrejas Criativas, citando Lakewood, LifeChurch e Hillsong. Algumas delas investem muitos recursos no desenvolvimento de arte, seja ela radiodifusiva, virtual, musical, teatral, cinematográfica ou editorial. Como você vê esta “nova geração de igrejas”? 


STEVE TURNER – É perigoso tornar a igreja em outra experiência criativa, imaginando que podemos competir com Hollywood e que devemos fazer tudo o que pudermos para chamar a atenção das pessoas. Embora eu ache que devemos sempre melhorar a comunicação, tenho consciência de que não podemos jamais deixar de confiar na poderosa Palavra de Deus. Eu lembro de um musical a que assisti há muitos anos que dizia: “Tudo é efeito, mas sem efetividade”. Nós devemos evitar isso.

(Publicado originalmente na Revista Enfoque Gospel)

Fonte: www.cristianismocriativo.com.br

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Uma lição para nossos adolescentes



Crítica do filme 'Meu nome não é Johnny'

Nos últimos tempos, a cinematografia brasileira tem voltado seus olhos para um dos problemas mais graves do país: o tráfico de drogas e a enxurrada de violência e corrupção que advém dele. ”Cidade de Deus” e ”Tropa de Elite” deixaram sua marca como as principais produções do gênero. Agora é a vez de “Meu nome não é Johnny”, que retrata a trajetória de um jovem de classe média carioca desde a época da inocência, passando por sua coroação como rei do tráfico do Rio de Janeiro até, por fim, a sua queda.

João Guilherme Estrella (Selton Mello) é um jovem inteligente e simpático, amado pelos pais e popular entre os amigos. Abusando do espírito aventureiro e boêmio, torna-se traficante de drogas. Mas, investigado pela polícia, é preso e seu nome chega às capas dos jornais.

Como grande parte dos filmes nacionais, este pode incomodar o cristão pelo excesso de palavreado pesado e cenas desnecessárias de intimidade sexual. Por outro lado, é uma obra essencial para pais preocupados em manter seus filhos longe das drogas. Baseado na história real do verdadeiro Estrella, o longa-metragem revela como um garotão como tantos outros vai, aos poucos, se envolvendo no universo da venda de drogas, da bandidagem e do lucro fácil. A trajetória de Estrella serve de alerta e de lição para quem deseja evitar que seus filhos caiam nesse buraco negro.

Que ninguém ache, no entanto, que “Meu nome não é Johnny” procura ensinar lições morais. Nada disso. É mais uma dissertação do que uma argumentação. Mas como para o bom entendedor um filme razoável basta, a história acaba mostrando que não há razões boas o suficiente para um jovem de família abastada passar de usuário de drogas a traficante. Uma passagem, é bom que se diga, injustificável. Mas também é uma passagem da alienação à consciência. E o público acaba testemunhando essa transição junto com o protagonista - o que é ótimo para nossos adolescentes.

O longa-metragem traz no elenco o sempre ótimo Selton Mello, no papel do protagonista. Ao lado de Cleo Pires, ele encabeça um time competente de atores. Sob a direção de Mauro Lima, o filme herda a estética das origens do cineasta: os videoclipes. A trama ganha um ritmo acelerado, embalado por músicas ágeis e presentes em excesso.

Para crianças, “Meu nome não é Johnny” não é uma boa opção, devido ao realismo e à sexualização supérflua de certas cenas. Mas para os aolescentes que começam a entrar naquela fase complicada da vida em que os amigos (nem sempre cristãos) tornam-se a maior inluência e em que as ofertas (sexuais, das substâncias químicas e outras novidades) estão à disposição em cada esquina, é quase um programa obrigatório. A sugestão é: assista com seus filhos, sobrinhos ou com os adolescentes da sua igreja, desde que depois sente-se com eles e faça-os refletir sobre o que viram. Certamente a conclusão a que chegarão é que o vício e o crime não compensam.

Fonte: CINEGOSPEL